o ano acabou, olha que coisa, esse ano eu emagreci, arrancaram minha vesícula fora, chorei por amor, chorei porque briguei, chorei por nada, tive medo do futuro, tive medo de morrer, me frustrei, joguei conversa fora, falei demais , falei de menos, agi errado, perdi oportunidades e senti muitas coisas ruins, sempre tentando entender!
mas eu também aprendi a cuidar melhor da saúde, tive boas esperanças, agi certo e conquistei, falei o que devia e recebi, agarrei oportunidades como ninguém, me joguei no mar (mas literalmente), me joguei na vida, bebi muito menos, fumei muito menos, entendi muitos mecanismos internos, desenterrei coisas que me fizeram crescer, me entendi com quem já devia ter me entendido, fiz novos amigos, consolidei amizades recentes e mantive as antigas que importavam de verdade, eu falei 80% das coisas que eu pensava, com muito jeitinho, sem magoar, eu soube usar melhor as minhas próprias defesas e enfrentei o que era necessário, eu fui ao ar em 3 emissoras de tv diferentes,gravei cinema com meus amigos, eu conheci gente que me ama de graça, eu tive ajuda de onde menos esperava e agora tenho tambem, outras certezas
a primeira é que planejar só leva a frustração, a segunda é que resoluções de ano novo nunca vão pra frente, mas o que eu mais queria mesmo, era saber deixar o curso correr livre, resolvendo isso antes, já não vai prestar!
FELIZ ANO NOVO, pra todo mundo que me visita aqui!
e que esse ano seja realmente novo
realmente velho
realmente aquilo que td mundo não espera
pq a conclusão é : o inesperado faz feliz.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
pffffffffffffffff!
eu tenho nervoso de quem não consegue viver a própria vida,
tenho nervoso extremo de pessoas obcecadas,
tenho nervoso de sugadores de energia profissionais
e muito, mas muito nervosinho de gente doida e maluca
o que eu tenho, o que eu acho , não devia interessar a ninguem, mas o fato é que eu
gosto de dizer, afinal, aqui é meu espaço, minha terapia e meu mundo particular, só meu
onde eu não minto pra mim, mas nunca!
cansada de frases da boca de outras pessoas, roubadas e interpretadas com afinco
cansada de verdadeiros humanos câncer,
cansada de frases de auto-ajuda que só servem pra mostrar falsa maturidade pro próximo
e estressada fortemente, mas muito fortemente com quem tenta ser o que não é só pra agradar, só pra encaixar e forjar, eu sei lá o que
manicômio já!
(e pra mim, cruzeiro)
tenho nervoso extremo de pessoas obcecadas,
tenho nervoso de sugadores de energia profissionais
e muito, mas muito nervosinho de gente doida e maluca
o que eu tenho, o que eu acho , não devia interessar a ninguem, mas o fato é que eu
gosto de dizer, afinal, aqui é meu espaço, minha terapia e meu mundo particular, só meu
onde eu não minto pra mim, mas nunca!
cansada de frases da boca de outras pessoas, roubadas e interpretadas com afinco
cansada de verdadeiros humanos câncer,
cansada de frases de auto-ajuda que só servem pra mostrar falsa maturidade pro próximo
e estressada fortemente, mas muito fortemente com quem tenta ser o que não é só pra agradar, só pra encaixar e forjar, eu sei lá o que
manicômio já!
(e pra mim, cruzeiro)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
a influência sentimental.
eu tô certa,
não vou abrira mão disso
e tenho razão
eu não sei pq eu não consigo manter
pq eu amoleço fácil e pq eu mereço td isso
eu não escolhi
eu me sinto assim
numa prisão,
muito,mas muito extensamente invisível.
não vou abrira mão disso
e tenho razão
eu não sei pq eu não consigo manter
pq eu amoleço fácil e pq eu mereço td isso
eu não escolhi
eu me sinto assim
numa prisão,
muito,mas muito extensamente invisível.
sábado, 23 de outubro de 2010
nada nunca fez tanto sentido, nada que eu tenha lido, escrito ou sentido como esse trecho de S.P.
"Vi minha vida se desenrolar diante de mim como uma figueira de um conto que havia lido. Da ponta de cada ramo, um gordo figo roxo acenava e me seduzia com um futuro maravilhoso. Um figo significava um marido e um lar feliz com filhos, outro era uma poetisa famosa, outro uma professora, outro era Esther Greenwood, a surpreendente editora, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro Constantin e Sócrates e Átila, um bando de amantes com nomes esquisitos e profissões originais, outro ainda era uma campeã olímpica, e acima de todos esses figos havia muitos outros que eu não conseguia entender. Vi-me sentada sob essa figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia decidir qual figo escolheria. Queria-os todos, e escolher um siginificava perder o resto. Incapaz de me decidir, os figos começavam a murchar e apodrecer, e um a um caiam no chão a meus pés."
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
consciência limpa é sinal de paz.
e enfim eu cresci: Eu quero que você seja muito feliz
e que tudo na sua vida dê muito certo
não te desejo nenhum mal, nada que faça mal
nem nada parecido com o pior. Eu tenho a minha
cabeça tranquila, limpa e em paz de que eu fiz
tudo que era possível pra que isso desse certo,
mas não deu e não precisamos sofrer por isso
só aceitar e seguir em frente. Quando se perde
tudo que se tem em comum, fica difícil continuar
mas não significa que se precise odiar, é só entender
que eu sou um tipo de pessoa com crenças, afetos e
necessidades X e vc é outra pessoa, com outro tipo de
crenças, afetos e necessidades Y. Não adianta forçar, não
adianta tentar. É isso, seja feliz, MUITO boa sorte e boa
vida.
e que tudo na sua vida dê muito certo
não te desejo nenhum mal, nada que faça mal
nem nada parecido com o pior. Eu tenho a minha
cabeça tranquila, limpa e em paz de que eu fiz
tudo que era possível pra que isso desse certo,
mas não deu e não precisamos sofrer por isso
só aceitar e seguir em frente. Quando se perde
tudo que se tem em comum, fica difícil continuar
mas não significa que se precise odiar, é só entender
que eu sou um tipo de pessoa com crenças, afetos e
necessidades X e vc é outra pessoa, com outro tipo de
crenças, afetos e necessidades Y. Não adianta forçar, não
adianta tentar. É isso, seja feliz, MUITO boa sorte e boa
vida.
domingo, 17 de outubro de 2010
a que aposta errado.
qual vai ser o dia que você vai se dar mal,
que as pessoas vão parar de te glorificar e perceber
quem você é de verdade?
e que dia vai ser esse acerto de contas com você mesmo?
me diz, como você consegue colocar sua cabeça no travesseiro e dormir sem se envenenar com seu próprio egoísmo e essa cara lavada falsa de que diz sempre a verdade?
EU QUERO QUE VC VÁ TOMAR NO CU
EU QUERO QUE VC MORRA E SUMA DA MINHA VIDA
EU QUERO TER CORAGEM DE FAZER COM VC 1% DO QUE VC FEZ COMIGO AO LONGO DESSES ANOS ESTÚPIDOS ONDE EU SÓ FIZ TE AGRADAR E BABAR TEU OVO.
TOMARA, MESMO QUE VC SE FERRE MUITO
EU NÃO TO MAIS AQUI PRA VC
EU NÃO ESTOU MAIS
NÃO ADIANTA
NÃO TEM MAIS RECUPERAÇÃO
ME DEIXA EM PAZ
É, EU REALMENTE USO BLOG PRA DESABAFAR PORQUE A RAIVA TAMBÉM É MOTIVAÇÃO PRA ESCREVER E PORQUE EU SEI QUE VOCÊ VAI VIR AQUI LER.
PARABÉNS POR MAIS UM FEITO EMOCIONANTE, ESPERO QUE VC ENCONTRE NO MÍNIMO 10 PESSOAS COMO VOCÊ E QUE VC AS AME TANTO QUANTO EU COSTUMAVA TE AMAR, AINDA VAI SER POUCO.
BABACA
FALSO
IDIOTA
INFANTIL
TCHAU.
(nada como deixar a raiva sair pra melhorar, do jeito que eu fazia quando tinha 5 anos)
que as pessoas vão parar de te glorificar e perceber
quem você é de verdade?
e que dia vai ser esse acerto de contas com você mesmo?
me diz, como você consegue colocar sua cabeça no travesseiro e dormir sem se envenenar com seu próprio egoísmo e essa cara lavada falsa de que diz sempre a verdade?
EU QUERO QUE VC VÁ TOMAR NO CU
EU QUERO QUE VC MORRA E SUMA DA MINHA VIDA
EU QUERO TER CORAGEM DE FAZER COM VC 1% DO QUE VC FEZ COMIGO AO LONGO DESSES ANOS ESTÚPIDOS ONDE EU SÓ FIZ TE AGRADAR E BABAR TEU OVO.
TOMARA, MESMO QUE VC SE FERRE MUITO
EU NÃO TO MAIS AQUI PRA VC
EU NÃO ESTOU MAIS
NÃO ADIANTA
NÃO TEM MAIS RECUPERAÇÃO
ME DEIXA EM PAZ
É, EU REALMENTE USO BLOG PRA DESABAFAR PORQUE A RAIVA TAMBÉM É MOTIVAÇÃO PRA ESCREVER E PORQUE EU SEI QUE VOCÊ VAI VIR AQUI LER.
PARABÉNS POR MAIS UM FEITO EMOCIONANTE, ESPERO QUE VC ENCONTRE NO MÍNIMO 10 PESSOAS COMO VOCÊ E QUE VC AS AME TANTO QUANTO EU COSTUMAVA TE AMAR, AINDA VAI SER POUCO.
BABACA
FALSO
IDIOTA
INFANTIL
TCHAU.
(nada como deixar a raiva sair pra melhorar, do jeito que eu fazia quando tinha 5 anos)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
overseas feelings.
E chegou a oportunidade que eu queria
não do jeito sonhado e absurdo, mas ela chegou
a chance de ser eu, só eu e apenas eu
bem longe
de tudo
de casa
de todos,
das coisas mesquinhas, dos pensamentos arcaicos, das não permissões (as que eu não me permito)
e agora que ela veio (a chance) vem o medo de abrir mão
mas abrir mão de que?
o que existe de realmente genuíno vai ficar aqui pra sempre, de qualquer jeito, o resto é só o resto, é excesso e desgaste e talvez depois eu de valor e entenda que ser adulto é difícil, mas inevitável, pois é, eu cheguei lá e me considero e agora sim veio aquela questão da infãncia de abandonar os aços mais apertados e me rodear de mim, olha que difícil, olha que delicioso.
e tudo que consigo pensar é na inveja dos não corajosos e nas palavras de celina sodré, que eu não vou publicar porque celina sodré não merece ser publiada em blog, ela é boa demais e me mudou demais pra isso.
e pra todos aqueles anseios, aquelas angústias e aqueles pesadelos que não paravam de me rodear enquanto a cabeça ficava aqui, fritando no desespero de que nada acontecesse, me bateu uma esperança voraz com cheiro de vida nova e espero que eu entenda que chegou a hora da divisão da vida em antes e depois. Isso virá com saudades, com lágrimas, com sentimentos inesperados, com pena, com medo de soltar da mão, com incerteza do meu lugar, mas é com prazer que eu grito em alto e bom som que está chegando o dia que eu sempre esperei...
...o dia de ir embora. (e mesmo que seja por tempo determinado, isso não me tira a glória.)
não do jeito sonhado e absurdo, mas ela chegou
a chance de ser eu, só eu e apenas eu
bem longe
de tudo
de casa
de todos,
das coisas mesquinhas, dos pensamentos arcaicos, das não permissões (as que eu não me permito)
e agora que ela veio (a chance) vem o medo de abrir mão
mas abrir mão de que?
o que existe de realmente genuíno vai ficar aqui pra sempre, de qualquer jeito, o resto é só o resto, é excesso e desgaste e talvez depois eu de valor e entenda que ser adulto é difícil, mas inevitável, pois é, eu cheguei lá e me considero e agora sim veio aquela questão da infãncia de abandonar os aços mais apertados e me rodear de mim, olha que difícil, olha que delicioso.
e tudo que consigo pensar é na inveja dos não corajosos e nas palavras de celina sodré, que eu não vou publicar porque celina sodré não merece ser publiada em blog, ela é boa demais e me mudou demais pra isso.
e pra todos aqueles anseios, aquelas angústias e aqueles pesadelos que não paravam de me rodear enquanto a cabeça ficava aqui, fritando no desespero de que nada acontecesse, me bateu uma esperança voraz com cheiro de vida nova e espero que eu entenda que chegou a hora da divisão da vida em antes e depois. Isso virá com saudades, com lágrimas, com sentimentos inesperados, com pena, com medo de soltar da mão, com incerteza do meu lugar, mas é com prazer que eu grito em alto e bom som que está chegando o dia que eu sempre esperei...
...o dia de ir embora. (e mesmo que seja por tempo determinado, isso não me tira a glória.)
terça-feira, 24 de agosto de 2010
pra ficar bem:
me esforçar menos e esperar cada vez menos.
eu queria eu me conhecer e eu ser minha melhor amiga e eu me amar, pq eu sei que eu faço isso muito bem.
eu queria eu me conhecer e eu ser minha melhor amiga e eu me amar, pq eu sei que eu faço isso muito bem.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
a minha frase memorável.
a sensação que me sequestra quando escrevo é a
de afiar calmamente uma navalha de corte preciso e rente,
destinada a dilacerar algum peito,
mesmo que seja o meu.
de afiar calmamente uma navalha de corte preciso e rente,
destinada a dilacerar algum peito,
mesmo que seja o meu.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
autodiscussão acerca da totalização do que é meu (ou:um nome complicado pra encheção de linguiça e falação sobre o mesmo assunto)
um dia muda tudo,
um gesto diferenciado, uma
percepção antes inexistente,
uma expressão verdadeira e sincera
pronto, tudo muda de lugar e
já passa a ser diferente do que era antes,
todos os dias tem importância fundamental
pra que algo se desencadeie sem retorno,
impressionante como se pode mudar toda
uma configuração de vida em poucas
horas , avaliando que o ponteiro do relógio
desde o mais fininho e longo até o mais curto e
grosso fez um giro de 360 graus em torno dos
pontos marcados no tabuleiro redondo,
um dia,
e finalmente eu percebo que estou presa num
labirinto onde os homens
parecem todos iguais, com a mesma blusa, o mesmo corte de cabelo
os mesmos assuntos padronizados de rapazes de classe média alta
de cidade provinciana que tem cara de metrópole
e impressionante como chega uma hora que eles passam a ter até o mesmo
rosto os mesmos gostos, o mesmo linguajar as mesmas impressões sobre tudo,
e me pego pensando na possibiidade que vivo num filme de ficção científica onde só eu enxergo uma cidade de homens iguais
e todos tentam me convencer que eu estou louca e me dão uma injeção paralisante e me trancam
num hospício cruel onde médicos com cara de personagens aterrorizantes de filme de terror lado B que usam groselha como sangue ,chegam a conclusão que o único estímulo que pode me salvar é a leucotomia, me amarram me anestesiam e realizam o procedimento que vai me fazer enxergar tudo do jeito que os manipuladores da experiência querem e eu vou fingir que estou curada mas vou continuar vendo e a minha voz em off grita no áudio enquanto a minha expressão parece inerte "eu não estou louca, eles continuam todos iguaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais"
e eu aqui presa nesse labirinto que mais parece uma bolha
de vidro de um laboratório gigante de horror no módulo 2
eu me sinto uma cobaia de um experimento maligno o qual não
se sabe mais quem manipula e quem é manipulado, eu não
consigo entender quando foi que eu me meti nisso
e agora me ausento um pouco da culpa de não conseguir criar
vínculos amorosos sérios, porque seria mesmo impossível
dentro de uma sociedade cognitivamente gêmea, onde todos
tem os mesmos interesses sendo os homens :
serem-ricos/bem-sucedidos/inteligentes/ter-uma-mulher-capacho-e gostosa-ao-seu-lado/
um-carro-foda/viajar-pra-europa-nas-férias-para-comentar-com-os-amigos-que-querem-a-mesma-coisa-que-ele-e-ele-sabe
/trair-a-mulher-com-uma-amante-mais-gostosa-que-ela-e-que-alguem-saiba-porque-senão-não-tem-graça
/ser-considerado-um-ás-do-sexo-e-que-todo-mundo-saiba-mais-do-que-a-viagem-a-europa
/comprar-uma-casa-dois-andares-em-bairro-nobre-e-reunir-os-amigos-em-volta-de-uma-churrasqueira-pra-falar-dos-mesmos-assuntos-nojentos-no-fim-de-semana/
/ser-pai-pra-impor-a-sua-preciosidade-genetica-mas-nunca-compreender-os-filhos-de-forma-plena-apenas-impondo-o-que-ele-acha-certo-acerca-da-vida/
/envelhecer-e-ficar-deprimido-gasto-e-com-crise-existencial-tomando-viagra-até-ter-um-infarto-sem-saber-de-onde-saiu-por-se-achar-realmente-uma-pessoa-boa-que-paga-impostos-e-doa-todos-os-anos-no-criança-esperança.
/morrer-tendo-acumulado-fortuna-e-ignorancia-poucos-amigos-verdadeiros-e-nenhum-amor-verdadeiro-exceto-o-que-tem-pelo-seu-cachorro-de-raça-e-seu-próprio-pênis.
e as mulheres:
serem-gostosas-e-sexualmente-liberadas-para-poderem-falar-sobre-tudo-fazendo-biquinho-com-as-amigas-tão-interessantes-que-pensam-do-mesmo-jeito
/ir-a-uma-balada-e-ser-a-mais-desejada-cobiçada-com-fama-de-difícil-para-os-homens-e-conquistar-aquela-espécime-de-macho-alfa-que-todas-as-femeas-alfas-desejam-ao-mesmo-tempo-que-ela
/comprar-no-shopping-uma-roupa-de-marca-de-preço-exorbitante-e-que-todo-mundo-saiba-senão-não-tem-graça
/ter-uma-carreira-mais-ou-menos-de-uma-importância-mais-ou-menos-com-uma-vocação-mais-ou-menos-que-não-a-masculiniize-nem-tire-o-seu-potencial-de-sedução-diante-dos-homens
/ter-um-caso-extraconjugal-para-poderem-colocar-em-questão-o-que-tem-na-mão-e-consideram-perfeito-para-uma-femea-globalizada-e-independente-do-século-21
/ter-um-marido-que-transa-com-elas-uma-vez-por-semana-não-tem-afinidades-interesses-ou-coisas-em-comum-não-se-amam-mais-o-tesão-acabou-faz-tempo-e-as-fagulhas-que-uniam-os-dois-dentro-desse-relacionamento-eram-o-fato-dela-fingir-que-adorava-futebol-os-amigos-idiotas-e-a-familia-dele-forçando-uma-afinidade-de-gostos-falsa-que-com-o-tempo-não-resistiu-e-caiu-por-terra-fazendo-com-que-tudo-que-ja-foi-vivido-virasse-um-inferno
/terem-filhos-para-explorarem-o-seu-lado-adormecido-de-pessoa-tediosa-cheia-de-regras-falhas-e-carinhos-que-não-querem-dizer-nada-pois-a-concepção-dos-mesmos-foi-apenas-porque-não-conseguiam
permanecer-mais-dez-anos-sozinhas-com-aquele-homem-raso-grosso-e-nojento-com-uma-aliança-dourada-no-dedo-esquerdo-entregue-mediante-promessas-falsas-diante-de-um-altar-da-igreja-católica-que-chamam-de-marido
/enverlhecerem-e-se-encherem-de-plásticas-para-continuarem-sendo-o-objeto-de-desejo-que-eram-quando-tinham-18anos-sabendo-que-é-impossível-reestabelecer-a-mesma-relação-e-vão-morrer-sem-entender-que-ficaram-velhas-e-patéticas-com-a-orelha-esticada-a-ponto-de-estar-próxima-ao-umbigo.
eu quero ir embora, deste lugar, sabendo que a minha fantasia não me permite enxergar a realidade de que em outro lugar não vai ser diferente, e que isso não é uma característica própria das cidades litorâneas nos bairros de classe média alta,mas do mundo como um todo, não, eu grito sem abrir a boca, eu não quero
viver aqui, não quero continuar aqui, no mundo , nesse mundo com essas pessoas tão nojentas que quando eu beijo alguem no momento seguinte eu já tenho ansia de vômito e preciso imediatamente que essa pessoa desapareça da minha frente e não volte nunca mais pra que não me confunda e não sugue minhas energias de forma permanente e irreversível e me deixe em paz e nunca mais fale gírias no meu ouvido e nem me dê a mão pra me levar pra casa quando eu estiver completamente bebada pra manter as aparencias diante de todas as outras pessoas que dão valor as mesmas coisas que esse ser repugnante que acha que está me cativando e só me repele.
(era mais poético falar isso do que descrever a angústia absurda que me dão os homens comuns)
um gesto diferenciado, uma
percepção antes inexistente,
uma expressão verdadeira e sincera
pronto, tudo muda de lugar e
já passa a ser diferente do que era antes,
todos os dias tem importância fundamental
pra que algo se desencadeie sem retorno,
impressionante como se pode mudar toda
uma configuração de vida em poucas
horas , avaliando que o ponteiro do relógio
desde o mais fininho e longo até o mais curto e
grosso fez um giro de 360 graus em torno dos
pontos marcados no tabuleiro redondo,
um dia,
e finalmente eu percebo que estou presa num
labirinto onde os homens
parecem todos iguais, com a mesma blusa, o mesmo corte de cabelo
os mesmos assuntos padronizados de rapazes de classe média alta
de cidade provinciana que tem cara de metrópole
e impressionante como chega uma hora que eles passam a ter até o mesmo
rosto os mesmos gostos, o mesmo linguajar as mesmas impressões sobre tudo,
e me pego pensando na possibiidade que vivo num filme de ficção científica onde só eu enxergo uma cidade de homens iguais
e todos tentam me convencer que eu estou louca e me dão uma injeção paralisante e me trancam
num hospício cruel onde médicos com cara de personagens aterrorizantes de filme de terror lado B que usam groselha como sangue ,chegam a conclusão que o único estímulo que pode me salvar é a leucotomia, me amarram me anestesiam e realizam o procedimento que vai me fazer enxergar tudo do jeito que os manipuladores da experiência querem e eu vou fingir que estou curada mas vou continuar vendo e a minha voz em off grita no áudio enquanto a minha expressão parece inerte "eu não estou louca, eles continuam todos iguaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais"
e eu aqui presa nesse labirinto que mais parece uma bolha
de vidro de um laboratório gigante de horror no módulo 2
eu me sinto uma cobaia de um experimento maligno o qual não
se sabe mais quem manipula e quem é manipulado, eu não
consigo entender quando foi que eu me meti nisso
e agora me ausento um pouco da culpa de não conseguir criar
vínculos amorosos sérios, porque seria mesmo impossível
dentro de uma sociedade cognitivamente gêmea, onde todos
tem os mesmos interesses sendo os homens :
serem-ricos/bem-sucedidos/inteligentes/ter-uma-mulher-capacho-e gostosa-ao-seu-lado/
um-carro-foda/viajar-pra-europa-nas-férias-para-comentar-com-os-amigos-que-querem-a-mesma-coisa-que-ele-e-ele-sabe
/trair-a-mulher-com-uma-amante-mais-gostosa-que-ela-e-que-alguem-saiba-porque-senão-não-tem-graça
/ser-considerado-um-ás-do-sexo-e-que-todo-mundo-saiba-mais-do-que-a-viagem-a-europa
/comprar-uma-casa-dois-andares-em-bairro-nobre-e-reunir-os-amigos-em-volta-de-uma-churrasqueira-pra-falar-dos-mesmos-assuntos-nojentos-no-fim-de-semana/
/ser-pai-pra-impor-a-sua-preciosidade-genetica-mas-nunca-compreender-os-filhos-de-forma-plena-apenas-impondo-o-que-ele-acha-certo-acerca-da-vida/
/envelhecer-e-ficar-deprimido-gasto-e-com-crise-existencial-tomando-viagra-até-ter-um-infarto-sem-saber-de-onde-saiu-por-se-achar-realmente-uma-pessoa-boa-que-paga-impostos-e-doa-todos-os-anos-no-criança-esperança.
/morrer-tendo-acumulado-fortuna-e-ignorancia-poucos-amigos-verdadeiros-e-nenhum-amor-verdadeiro-exceto-o-que-tem-pelo-seu-cachorro-de-raça-e-seu-próprio-pênis.
e as mulheres:
serem-gostosas-e-sexualmente-liberadas-para-poderem-falar-sobre-tudo-fazendo-biquinho-com-as-amigas-tão-interessantes-que-pensam-do-mesmo-jeito
/ir-a-uma-balada-e-ser-a-mais-desejada-cobiçada-com-fama-de-difícil-para-os-homens-e-conquistar-aquela-espécime-de-macho-alfa-que-todas-as-femeas-alfas-desejam-ao-mesmo-tempo-que-ela
/comprar-no-shopping-uma-roupa-de-marca-de-preço-exorbitante-e-que-todo-mundo-saiba-senão-não-tem-graça
/ter-uma-carreira-mais-ou-menos-de-uma-importância-mais-ou-menos-com-uma-vocação-mais-ou-menos-que-não-a-masculiniize-nem-tire-o-seu-potencial-de-sedução-diante-dos-homens
/ter-um-caso-extraconjugal-para-poderem-colocar-em-questão-o-que-tem-na-mão-e-consideram-perfeito-para-uma-femea-globalizada-e-independente-do-século-21
/ter-um-marido-que-transa-com-elas-uma-vez-por-semana-não-tem-afinidades-interesses-ou-coisas-em-comum-não-se-amam-mais-o-tesão-acabou-faz-tempo-e-as-fagulhas-que-uniam-os-dois-dentro-desse-relacionamento-eram-o-fato-dela-fingir-que-adorava-futebol-os-amigos-idiotas-e-a-familia-dele-forçando-uma-afinidade-de-gostos-falsa-que-com-o-tempo-não-resistiu-e-caiu-por-terra-fazendo-com-que-tudo-que-ja-foi-vivido-virasse-um-inferno
/terem-filhos-para-explorarem-o-seu-lado-adormecido-de-pessoa-tediosa-cheia-de-regras-falhas-e-carinhos-que-não-querem-dizer-nada-pois-a-concepção-dos-mesmos-foi-apenas-porque-não-conseguiam
permanecer-mais-dez-anos-sozinhas-com-aquele-homem-raso-grosso-e-nojento-com-uma-aliança-dourada-no-dedo-esquerdo-entregue-mediante-promessas-falsas-diante-de-um-altar-da-igreja-católica-que-chamam-de-marido
/enverlhecerem-e-se-encherem-de-plásticas-para-continuarem-sendo-o-objeto-de-desejo-que-eram-quando-tinham-18anos-sabendo-que-é-impossível-reestabelecer-a-mesma-relação-e-vão-morrer-sem-entender-que-ficaram-velhas-e-patéticas-com-a-orelha-esticada-a-ponto-de-estar-próxima-ao-umbigo.
eu quero ir embora, deste lugar, sabendo que a minha fantasia não me permite enxergar a realidade de que em outro lugar não vai ser diferente, e que isso não é uma característica própria das cidades litorâneas nos bairros de classe média alta,mas do mundo como um todo, não, eu grito sem abrir a boca, eu não quero
viver aqui, não quero continuar aqui, no mundo , nesse mundo com essas pessoas tão nojentas que quando eu beijo alguem no momento seguinte eu já tenho ansia de vômito e preciso imediatamente que essa pessoa desapareça da minha frente e não volte nunca mais pra que não me confunda e não sugue minhas energias de forma permanente e irreversível e me deixe em paz e nunca mais fale gírias no meu ouvido e nem me dê a mão pra me levar pra casa quando eu estiver completamente bebada pra manter as aparencias diante de todas as outras pessoas que dão valor as mesmas coisas que esse ser repugnante que acha que está me cativando e só me repele.
(era mais poético falar isso do que descrever a angústia absurda que me dão os homens comuns)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
conformação pró redenção.
mais uma racionalização visto os últimos acontecimentos, incluindo lágrimas sábado a noite, desfoque no trabalho e a não concentração nas leituras fundamentais para que a mente entre na rota de fuga e descanse do próprio cansaço de si mesma: se isso não é doença, é idéia fixa. (a ponto de achar que "o amor não pode esperar" de paralamas do sucesso e marisa monte é algo brilhante)
e o que me virá agora?
acho que a paranóia de ficar eternamente achando que a ligação de número desconhecido que recebi era aquela que poderia mudar minha vida e graças a área de sombra da ponte eu não consegui ouvir.
preciso desesperadamente que esta fase passe, desejo desesperadamente que alguma coisa aconteça.
e o que me virá agora?
acho que a paranóia de ficar eternamente achando que a ligação de número desconhecido que recebi era aquela que poderia mudar minha vida e graças a área de sombra da ponte eu não consegui ouvir.
preciso desesperadamente que esta fase passe, desejo desesperadamente que alguma coisa aconteça.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
pílulas de farinha
não , não foi como nos filmes,
o jeito silencioso no qual ele chegou e foi embora
poderia ter sido uma coisa perfeitamente james dean
mas não foi
era diferente
era meio virginal e meio diabólico
o som do silêncio
e as palavras trancafiadas dentro da boca...
eu só queria que ele chegasse,
genuinamente estranho
e fizesse tudo ser diferente
e os consolos que parecia me oferecer
eram todos pílulas de farinha
já não adiantam nada
e ficar pensando
nas mãos compridas e os dedos suaves e cor de rosa
e aquele ar de maturidade emocional tão falso
caras e bocas evidenciando uma expressão marcada de
pessoa tímida e falas sobre as minhas falas
meu herói é tão anticontemporâneo
que talvez nem chegue a um metro e noventa.
o jeito silencioso no qual ele chegou e foi embora
poderia ter sido uma coisa perfeitamente james dean
mas não foi
era diferente
era meio virginal e meio diabólico
o som do silêncio
e as palavras trancafiadas dentro da boca...
eu só queria que ele chegasse,
genuinamente estranho
e fizesse tudo ser diferente
e os consolos que parecia me oferecer
eram todos pílulas de farinha
já não adiantam nada
e ficar pensando
nas mãos compridas e os dedos suaves e cor de rosa
e aquele ar de maturidade emocional tão falso
caras e bocas evidenciando uma expressão marcada de
pessoa tímida e falas sobre as minhas falas
meu herói é tão anticontemporâneo
que talvez nem chegue a um metro e noventa.
meu eu matisse
um quadro,
quase estável
essa é a palavra
que define quase todas as minhas sensações.
E eu tava me questionando toda a importância
que tudo isso que se passa agora vai ter na minha vida em 1 ano?
em 2?
e em 10?
é bom respirar sabendo o que eu quero
é bom saber que agora sim eu vou me permitir mergulhar até os pés
é isso
com necessidade de reorganização,
os valores talvez já estejam quase todos pesados
e a resposta que eu dou pra mim é sim.
mesmo com todo o sentimento de gelatina nos olhos,
onde tudo que se enxerga é translúcido
e toda a ferida no meu ego
tudo se constrói, fica sólido, inquebrável,
eu estou completamente apaixonada pelo que eu ainda vou ser
e esse é um sentimento que depende exclusivamente de mim.
acho que é a hora da autorreciprocidade.
mesmo que agora seja apenas um embrião.
ele vem com força e grita
pra que ninguem o segure,
apenas o deixe ir e viver.
e nada mais se contrapõe a esse sentimento de amor
entre eu
e as possibilidades do meu ser,
na mais insustentável leveza.
quase estável
essa é a palavra
que define quase todas as minhas sensações.
E eu tava me questionando toda a importância
que tudo isso que se passa agora vai ter na minha vida em 1 ano?
em 2?
e em 10?
é bom respirar sabendo o que eu quero
é bom saber que agora sim eu vou me permitir mergulhar até os pés
é isso
com necessidade de reorganização,
os valores talvez já estejam quase todos pesados
e a resposta que eu dou pra mim é sim.
mesmo com todo o sentimento de gelatina nos olhos,
onde tudo que se enxerga é translúcido
e toda a ferida no meu ego
tudo se constrói, fica sólido, inquebrável,
eu estou completamente apaixonada pelo que eu ainda vou ser
e esse é um sentimento que depende exclusivamente de mim.
acho que é a hora da autorreciprocidade.
mesmo que agora seja apenas um embrião.
ele vem com força e grita
pra que ninguem o segure,
apenas o deixe ir e viver.
e nada mais se contrapõe a esse sentimento de amor
entre eu
e as possibilidades do meu ser,
na mais insustentável leveza.
a pique.
coisas impressionantes não acontecem o tempo todo,
assuntos mirabolantes não são discutidos 75% do dia
e as vezes bate um cansaço tão grande
é a tal da personalidade que não me deixa em paz,
é convívio
é falta
é excesso
é rotina
é extremamente massante
e todo mundo é tão raso
até eu
sem relações estabelecidas fica tudo um grande saco
um grande circo
e aquela situação de mal estar e falta de liberdade
que eu não consigo me acostumar
é idiota, é imcompleto, é infantil
e quanto mais se força
mais se desgasta
como se eu pegasse meus sentimentos e botasse na mão
e os repetisse na ponta de uma faca
e o pior de tudo
icebergs a caminho.
só que dessa vez
em ambas as direções do leme.
assuntos mirabolantes não são discutidos 75% do dia
e as vezes bate um cansaço tão grande
é a tal da personalidade que não me deixa em paz,
é convívio
é falta
é excesso
é rotina
é extremamente massante
e todo mundo é tão raso
até eu
sem relações estabelecidas fica tudo um grande saco
um grande circo
e aquela situação de mal estar e falta de liberdade
que eu não consigo me acostumar
é idiota, é imcompleto, é infantil
e quanto mais se força
mais se desgasta
como se eu pegasse meus sentimentos e botasse na mão
e os repetisse na ponta de uma faca
e o pior de tudo
icebergs a caminho.
só que dessa vez
em ambas as direções do leme.
ruido
o que adianta falar uma coisa querendo se dizer outra
as coisas não saem do jeito que eram pra ser,
e sempre fica o ruído na comunicação
eu digo uma coisa querendo dizer
e você entende uma outra coisa com o meu querendo dizer,
e não com o que eu realmente disse
e me responde outra que você está querendo dizer
sobre o que eu falei querendo dizer e vamos supor
que a resposta também seja uma frase recheada de quero dizer,
o diálogo será igual em exatidão a um jogo lunático de dardos, onde
o objetivo é jogar com toda força na direção contrária
e ainda sim esperar com confiança acertar o alvo em cheio
pra evitar a confusão :falemos
sem pensar,
sem orgulho,
que nada mais é que uma proteção vaidosa , que traz na verdade
o falso conforto de se perder no que você acha que vai te salvar.
sem titubear:fala! mas fala na cara, tem peito pra admitir também
seus sentimentos mais baixos e menos nobres, mesmo que seja só pra
você.
pode ser que assim a situação
e a porra da vida vá tomando um gosto que te agrada.
chega de demagogia
de orgulho besta
de se levar tão a sério
se levar um tombo?
dê risada da própria bunda
e se doer
chora que nem criança mas assume
não diz nada além,
apenas que levou um tombo.
solta tuas nobrezas, tuas podridões
e todos os seus medos recheados de orgulho e proteção
encomendada pessoalmente pelo inconsciente.
se enxergue,
é isso que a gente veio aqui tentar
de que adianta alguem passar por vc te causando um efeito imensurável
se essa pessoa não puder saber o que se passa?
o momento acaba
e a sensação não resiste.
e o dia morre naquela tempestade
de chuva de não se molhe.
as coisas não saem do jeito que eram pra ser,
e sempre fica o ruído na comunicação
eu digo uma coisa querendo dizer
e você entende uma outra coisa com o meu querendo dizer,
e não com o que eu realmente disse
e me responde outra que você está querendo dizer
sobre o que eu falei querendo dizer e vamos supor
que a resposta também seja uma frase recheada de quero dizer,
o diálogo será igual em exatidão a um jogo lunático de dardos, onde
o objetivo é jogar com toda força na direção contrária
e ainda sim esperar com confiança acertar o alvo em cheio
pra evitar a confusão :falemos
sem pensar,
sem orgulho,
que nada mais é que uma proteção vaidosa , que traz na verdade
o falso conforto de se perder no que você acha que vai te salvar.
sem titubear:fala! mas fala na cara, tem peito pra admitir também
seus sentimentos mais baixos e menos nobres, mesmo que seja só pra
você.
pode ser que assim a situação
e a porra da vida vá tomando um gosto que te agrada.
chega de demagogia
de orgulho besta
de se levar tão a sério
se levar um tombo?
dê risada da própria bunda
e se doer
chora que nem criança mas assume
não diz nada além,
apenas que levou um tombo.
solta tuas nobrezas, tuas podridões
e todos os seus medos recheados de orgulho e proteção
encomendada pessoalmente pelo inconsciente.
se enxergue,
é isso que a gente veio aqui tentar
de que adianta alguem passar por vc te causando um efeito imensurável
se essa pessoa não puder saber o que se passa?
o momento acaba
e a sensação não resiste.
e o dia morre naquela tempestade
de chuva de não se molhe.
o dilasceramento do próprio peito alheio.
não se preocupe
fui eu que feri
com meus próprios dedos
fui eu que abri
com a minha força
só pra não despedaçar teu ego
só pra não te abandonar sozinho no canto escuro do caderno
de anotações da semana passada que
rapidamente vai ser promovido para o quadro de antiguidades
e no fim
como todos os outros,
é mais um livro na estante dos casos mal
resovidos que não valem a pena ser repassados
mais um volume, na prateleira
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
fui eu que feri
com meus próprios dedos
fui eu que abri
com a minha força
só pra não despedaçar teu ego
só pra não te abandonar sozinho no canto escuro do caderno
de anotações da semana passada que
rapidamente vai ser promovido para o quadro de antiguidades
e no fim
como todos os outros,
é mais um livro na estante dos casos mal
resovidos que não valem a pena ser repassados
mais um volume, na prateleira
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
domingo, 11 de julho de 2010
fushhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
tudo se encontra falsamente cheio, de um vazio interminável, ok that's fine for a while,
no mais, domingo(eu adorava domingo) de jantar com leandro e uma conversa de 10 minutos interrompida por 35 ligações seguidas que acabou resultando em 4 horas. i'm so bored, see ya.
no mais, domingo(eu adorava domingo) de jantar com leandro e uma conversa de 10 minutos interrompida por 35 ligações seguidas que acabou resultando em 4 horas. i'm so bored, see ya.
sábado, 3 de julho de 2010
resumo da ópera.
eu gosto de texturas macias, almofadas fofas e deitar no ventilador depois de um banho morno após um dia de praia, no finalzinho da tarde, antes que o sol se ponha. eu gosto de escrever o tempo todo,de doces pela manhã e a noite, se eu pudesse eu me alimentaria basicamente de doces e sucos daqueles bem líquidos, não os grossos e concentrados. Eu gosto de ter nascido com a vocação que nasci , escolhido a profissão que escolhi e de entender que eu não seria quem eu sou agora se tivesse feito tudo diferente. De rir a toa com a minha família e do fato da minha casa sempre ter uma visita, ser um clube. eu gosto mais ainda de ouvir rock alto, as vezes pop, as vezes música romântica, dependendo do meu estado emocional e preciso todos os dias ficar sozinha pelo menos por uma hora . eu gosto de acordar calmamente, por isso coloco o despertador pra tocar bem antes da hora que eu tenho que acordar de fato, pra perceber que ainda resta tempo e ficar feliz. eu gosto de conversas que não são monólogos, onde se pode de fato ouvir e de fato falar. eu gosto de compartilhar minha idéias e opiniões com quem acredita e confia nelas e fico feliz quando descubro que bastante gente compra. eu gosto de salsicha, de arroz que acaba de ser feito, de passar a mão nos cabelos da minha avó e abraçar ela bem baixinha com a cabeça no meu peito. eu gosto de cheiro de pata de cachorro, de grama, do parque laje, da zona sul como um todo, de entender insights inovadores, de ler quando tem silêncio absoluto, de abraços apertados e de pegar na parte inferior da orelha de quem eu escolho pro meu hall de pessoas amadas. Eu gosto de frio, de andar na avenida paulista de tarde e sentir o cheiro de concreto e gente, de conhecer pessoas de outras culturas, do mar, da piscina, da cachoeira, do lago, da lagoa, do balde, da banheira e de todos os lugares que minha cabeça possa ficar submersa e impressionante, como ela silencia apenas nesses momentos.
eu gosto de falar sobre o meu irmão, de entender sobre vinhos e futebol , da expectativa de uma festa, de ir ao maracanã e da sensação da endorfina no meu corpo após um esforço físico.
Da cor azul, do cheiro das coisas que tem embalagem rosa ou lilás, de sentir a pele da mão de um bebêzinho, ou de um homem crescido, contanto que seja fininha. De andar de carro de tarde com a janela aberta sem falar, em silêncio, por tempo e destino indeterminados e voltar na hora que cansa. De regador, de canja de galinha, de chá preto ,de xadrez, de fazer massagem, de ver minha afilhada dormindo e entender que em pouco tempo ela não vai mais caber no meu colo, de rir, eu adoro rir, alto, mal educadamente, sem limite, aquele riso sem controle que chega a trazer lágrimas nos olhos quando é verdadeiro e depois ficar lembrando do que eu achei engraçado e rir sozinha de novo. De carinho na cabeça e beijo na testa, de perceber que não importa o quanto eu me esforce, nunca vou deixar de ser uma garota, de alma.
eu não sei a divisão exata entre racional e emocional, quando eu gosto de alguem, eu finjo que não gosto só pra não me expor e aí acabo me expondo mais. eu não sei paquerar, não sou boa na coisa da conquista e posso passar a vida inteira esperando por um homem se achar que ele é o certo e que ele advinhe,pois eu nunca vou contar. eu não sei demonstrar interesse e até bem pouco tempo atrás eu nunca tinha externado diretamente a ninguem que tinha intenções reais e quando fiz isso foi desastroso, mas bem menos pior do que eu imaginava, mas desastroso. eu não consigo entender o conceito correto da palavra fé, eu não gosto de energias e climas pesados,de perder tempo falando com pessoas teimosas, de frases repetidas mais de duas vezes e de ver velhinhos e crianças trabalhando e me pergunto todos os dias qual é a justiça de estar nesse mundo se eu estou aqui, e eles estão lá. eu aparento ser o que não sou, por pura defesa, e sofro com as consequências diariamente de não admitir o quanto eu sou santa, careta, puritana e caxias pra alguem da minha idade. Eu não sou culta como gostaria, não entendo nada de política e considero uma verdadeira tortura ter que trabalhar com o que eu não gosto só pra ganhar dinheiro. eu tenho medo de cancer, de assassinato, de que alguem que eu amo muito morra, de armas, aranhas, escorpiões, qualquer ataque surpresa, de escuro e as vezes de pessoas que já morreram incluindo Ulysses Guimarães. eu racionalizo muita coisa que eu gostaria de deixar fluir, tenho a percepção alterada pela baixa estima e não sei aonde vou parar. preciso conhecer pessoas diferentes o tempo todo e não viver rodeada de monotonia pela circunstância. eu tenho dificuldade de consolidar vínculos, de concentração, de fazer leituras obrigatórias, ou falar no telefone por mais de um minuto com alguem que eu não quero. eu uso a aliança de casamento dos meus pais na minha mão direita e acredito piamente que isso me protege de todos os males que escapo. eu odeio admitir que sonho com um príncipe encantado idealizado que tenha inteligência incomum,cabelos loiros, não fale muito,use camisa azul com listras brancas e óculos pra dirigir.eu preciso desesperadamente entender a que vim no mundo, fazer alguma coisa útil no tempo que estou passando por aqui e tomar consciência de que pensar e atrair não é controlar.
eu sei exatamente porque estou escrevendo isso agora e acho que o fato de só entender esse motivo já me faz auto conhecer, mais um pouco.
eu gosto de falar sobre o meu irmão, de entender sobre vinhos e futebol , da expectativa de uma festa, de ir ao maracanã e da sensação da endorfina no meu corpo após um esforço físico.
Da cor azul, do cheiro das coisas que tem embalagem rosa ou lilás, de sentir a pele da mão de um bebêzinho, ou de um homem crescido, contanto que seja fininha. De andar de carro de tarde com a janela aberta sem falar, em silêncio, por tempo e destino indeterminados e voltar na hora que cansa. De regador, de canja de galinha, de chá preto ,de xadrez, de fazer massagem, de ver minha afilhada dormindo e entender que em pouco tempo ela não vai mais caber no meu colo, de rir, eu adoro rir, alto, mal educadamente, sem limite, aquele riso sem controle que chega a trazer lágrimas nos olhos quando é verdadeiro e depois ficar lembrando do que eu achei engraçado e rir sozinha de novo. De carinho na cabeça e beijo na testa, de perceber que não importa o quanto eu me esforce, nunca vou deixar de ser uma garota, de alma.
eu não sei a divisão exata entre racional e emocional, quando eu gosto de alguem, eu finjo que não gosto só pra não me expor e aí acabo me expondo mais. eu não sei paquerar, não sou boa na coisa da conquista e posso passar a vida inteira esperando por um homem se achar que ele é o certo e que ele advinhe,pois eu nunca vou contar. eu não sei demonstrar interesse e até bem pouco tempo atrás eu nunca tinha externado diretamente a ninguem que tinha intenções reais e quando fiz isso foi desastroso, mas bem menos pior do que eu imaginava, mas desastroso. eu não consigo entender o conceito correto da palavra fé, eu não gosto de energias e climas pesados,de perder tempo falando com pessoas teimosas, de frases repetidas mais de duas vezes e de ver velhinhos e crianças trabalhando e me pergunto todos os dias qual é a justiça de estar nesse mundo se eu estou aqui, e eles estão lá. eu aparento ser o que não sou, por pura defesa, e sofro com as consequências diariamente de não admitir o quanto eu sou santa, careta, puritana e caxias pra alguem da minha idade. Eu não sou culta como gostaria, não entendo nada de política e considero uma verdadeira tortura ter que trabalhar com o que eu não gosto só pra ganhar dinheiro. eu tenho medo de cancer, de assassinato, de que alguem que eu amo muito morra, de armas, aranhas, escorpiões, qualquer ataque surpresa, de escuro e as vezes de pessoas que já morreram incluindo Ulysses Guimarães. eu racionalizo muita coisa que eu gostaria de deixar fluir, tenho a percepção alterada pela baixa estima e não sei aonde vou parar. preciso conhecer pessoas diferentes o tempo todo e não viver rodeada de monotonia pela circunstância. eu tenho dificuldade de consolidar vínculos, de concentração, de fazer leituras obrigatórias, ou falar no telefone por mais de um minuto com alguem que eu não quero. eu uso a aliança de casamento dos meus pais na minha mão direita e acredito piamente que isso me protege de todos os males que escapo. eu odeio admitir que sonho com um príncipe encantado idealizado que tenha inteligência incomum,cabelos loiros, não fale muito,use camisa azul com listras brancas e óculos pra dirigir.eu preciso desesperadamente entender a que vim no mundo, fazer alguma coisa útil no tempo que estou passando por aqui e tomar consciência de que pensar e atrair não é controlar.
eu sei exatamente porque estou escrevendo isso agora e acho que o fato de só entender esse motivo já me faz auto conhecer, mais um pouco.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
os beatles sempre sabem o que dizer.
close your eyes and I'll kiss you
tomorrow I'll miss you,
remember I always be true.(...)
i'll pretend that I'm kissing the lips I am missing.
and hopes that my dreams will come true.
impressionante.
tomorrow I'll miss you,
remember I always be true.(...)
i'll pretend that I'm kissing the lips I am missing.
and hopes that my dreams will come true.
impressionante.
terça-feira, 29 de junho de 2010
chega.
ai deu...
ele é mais adulto que eu, deveria tomar uma atitude,
pra aceitação, pra recusa, pra nada, mas deveria
cansei, de esperar, cansei mesmo
afinal
a semana tem 7 dias e eu
tenho muita vida pra viver
tchau!
ele é mais adulto que eu, deveria tomar uma atitude,
pra aceitação, pra recusa, pra nada, mas deveria
cansei, de esperar, cansei mesmo
afinal
a semana tem 7 dias e eu
tenho muita vida pra viver
tchau!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
a falsa queda das expectativas.
treinei a semana toda pra tentar parar de idealizar coisas, mas não rolou, descobri um mecanismo antes secreto meu : eu finjo não ter mais expectativas, ou as transformo em expectativas ruins esperando surpresas, ou seja, eu elimino ou imagino o pior, com a intenção de que o melhor aconteça. Na realidade isso é muito confuso, porque o fato de esperar me surpreender já é uma nova expectativa.
Eu não consigo parar de desejar, não consigo mesmo, não tem problema, mesmo que nada aconteça, eu não paro e nem vou mais me proibir, porque se esse processo não se der, mesmo que eu quebre a cara, eu nunca vou sair desse ciclo de idealização + negação+recalque+nova idealização pra suprimir a primeira. Eu nem sei que resultado isso dá, mas aposto que é um nada feliz, nada saudável. Então, nesse momento eu estou readimitindo que estou querendo, com uma vontade louca, com uma força incontrolável de um desejo genuíno e a partir de agora, permitido.
Eu não consigo parar de desejar, não consigo mesmo, não tem problema, mesmo que nada aconteça, eu não paro e nem vou mais me proibir, porque se esse processo não se der, mesmo que eu quebre a cara, eu nunca vou sair desse ciclo de idealização + negação+recalque+nova idealização pra suprimir a primeira. Eu nem sei que resultado isso dá, mas aposto que é um nada feliz, nada saudável. Então, nesse momento eu estou readimitindo que estou querendo, com uma vontade louca, com uma força incontrolável de um desejo genuíno e a partir de agora, permitido.
sábado, 19 de junho de 2010
(ou não.)
qual a sensação de se jogar de braços abertos de uma distância longa de onde você está pro chão?
é nova, primeiro porque eu nunca tinha tentado antes, segundo porque estatelar a cara no chão com uma força violenta pode ser ruim, mas se sobrevive e não é assim tão traumático, acontece, nas melhores famílias com as mais nobres intenções e exatamente do jeito que eu pensava, dessa vez eu não vou recalcar. Mesmo que eu repita 20 vezes por dia que essa sensação não vale a pena, meu lado que precisa viver está começando a entender que ele precisa falar mais alto pra que eu exista. A solução não é se enrolar no plástico bolha, quanto mais a gente se resguarda, mais dói e menos resolve. Sofrimento também é vida, também faz parte e não é esse bicho de sete cabeças. Ok, eu desisto,mas eu existo.
(na pior das hipóteses, isso vai passar.)
é nova, primeiro porque eu nunca tinha tentado antes, segundo porque estatelar a cara no chão com uma força violenta pode ser ruim, mas se sobrevive e não é assim tão traumático, acontece, nas melhores famílias com as mais nobres intenções e exatamente do jeito que eu pensava, dessa vez eu não vou recalcar. Mesmo que eu repita 20 vezes por dia que essa sensação não vale a pena, meu lado que precisa viver está começando a entender que ele precisa falar mais alto pra que eu exista. A solução não é se enrolar no plástico bolha, quanto mais a gente se resguarda, mais dói e menos resolve. Sofrimento também é vida, também faz parte e não é esse bicho de sete cabeças. Ok, eu desisto,mas eu existo.
(na pior das hipóteses, isso vai passar.)
domingo, 13 de junho de 2010
(no domingo) conclusões sobre perdas e ou danos.
-Se alguma coisa permanece na cabeça é melhor insistir.
Quando eu finalmente consegui racionalizar esse sentimento que não parava de me perturbar, não me deixava comer,nem dormir, pelo estômago arder de nervoso constantemente e permanecer ao longo do dia, e também pela sensação de que parada poderia estar deixando algo incrível passar,tive uma espécie de paz com atitude e fui finalmente tentar agir pra que a coisa andasse.
Sem sucesso, pois nesse caso não depende só de mim, eu preciso da colaboração de uma parte externa que no quesito ação, deixa bastante a desejar, agora aguardo enquanto assisto o austrália x alemanha, que é um show de técnica, mas não é dos futebóis mais interessantes pra se assistir e vislumbro possibilidades de negação e ou rejeição ,ou de como seria penoso se eu permanecesse nesse ponto de aguardar por uma, duas semanas, ou talvez pra sempre. Não adianta, mas pelo menos vim aqui praticar a minha forma de alívio preferida que é verbalizar nas entrelinhas o que eu quero de verdade dizer (que nesse caso é : estou com medo). Quão fundas são as consequências de uma primeira impressão errada, com as piores palavras escolhidas no momento errado?
Eu ficaria contente em saber, isso seria até mais gratificante do que ter uma nova chance.
Pra mim que vou continuar aqui sem saber o resultado da minha insistência infundada, paciência, muita paciência.
Pra você que vem aqui passar os olhos, um pedido ou dois, sendo o primeiro : não me julgue, sim , esse texto é sobre um homem. E não, ele não sai da minha cabeça já tem uns bons 20 ou 30 dias.
isso por acaso é característico de domingo?
Quando eu finalmente consegui racionalizar esse sentimento que não parava de me perturbar, não me deixava comer,nem dormir, pelo estômago arder de nervoso constantemente e permanecer ao longo do dia, e também pela sensação de que parada poderia estar deixando algo incrível passar,tive uma espécie de paz com atitude e fui finalmente tentar agir pra que a coisa andasse.
Sem sucesso, pois nesse caso não depende só de mim, eu preciso da colaboração de uma parte externa que no quesito ação, deixa bastante a desejar, agora aguardo enquanto assisto o austrália x alemanha, que é um show de técnica, mas não é dos futebóis mais interessantes pra se assistir e vislumbro possibilidades de negação e ou rejeição ,ou de como seria penoso se eu permanecesse nesse ponto de aguardar por uma, duas semanas, ou talvez pra sempre. Não adianta, mas pelo menos vim aqui praticar a minha forma de alívio preferida que é verbalizar nas entrelinhas o que eu quero de verdade dizer (que nesse caso é : estou com medo). Quão fundas são as consequências de uma primeira impressão errada, com as piores palavras escolhidas no momento errado?
Eu ficaria contente em saber, isso seria até mais gratificante do que ter uma nova chance.
Pra mim que vou continuar aqui sem saber o resultado da minha insistência infundada, paciência, muita paciência.
Pra você que vem aqui passar os olhos, um pedido ou dois, sendo o primeiro : não me julgue, sim , esse texto é sobre um homem. E não, ele não sai da minha cabeça já tem uns bons 20 ou 30 dias.
isso por acaso é característico de domingo?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
parte 1, da totalidade dela. (quero ir embora)
Ir embora significa reinventar-me, estabelecer como verdade a pessoa que eu sempre quis ser e nunca fui, pelas amarras impostas e aceitas por mim e por todos aqueles que fazem parte da construção da minha personalidade, de acordo com o que ela se consolidou até que eu chegasse a ser quem sou agora.
Permitir saber o que se esconde dentro de mim de verdade, experimentar o meu ser novo sem amarras morais do próximo, do lar.O verdadeiro corte com as concepções antigas e o autoreconhecimento pessoal que eu espero ter desde que nasci.
Eu sempre soube que um grande acontecimento se daria na minha vida e que este faria ela se dividir em antes e depois.Espero por ele há tempos sem saber direito o que é , mas sempre idealizei que não seria aqui, neste lugar que estou.Uma grande oportunidade, um amor que me fizesse acreditar que é possível passar pela existência sem sentir tanto tédio, um tempo que eu possa olhar pra trás e definir, tudo aquilo que vivi como 'antes'. Nunca achei que fosse um casamento ou coisa parecida, porque tenho sérios complexos e preconceitos firmados em relação a isso, ou a negação disso é só mais uma das...
Uma canção, passar por algum lugar ou morar em outra cidade, descobrir a questão da vida, da minha vida, que eu acho tão complexa, mas no fundo sei que não é grande coisa. Um estudo, algo que estimulasse meu cérebro completamente desuniforme e inadequado e fizesse finalmente ele sossegar.
Entender meus traumas com a sexualidade, desde a infância, proteger com vigor alguma coisa que eu ame, conquistar fama, receber um prêmio milionário, me livrar das minhas defesas doentias, me aceitar como ser humano, escrever alguma coisa que valha ou pelo menos contribua para a melhora de alguma coisa ou de alguem, entender um mecanismo essencial, viver noites de cinema, conquistar a imagem necessária para viver de acordo com os padrões psicóticos que gritam na minha cara o tempo todo que eu não sou adequada, nem um pouco.Nem bonita o suficiente, nem alegre o suficiente, nem bem sucedida, nem amada por ninguem importante, bem nascida de família nobre, ou que pelo menos o fato de ter o QI alto me servisse pra alguma coisa, nem nada.
O que acontece no futuro é abstrato, mas é nisso que eu me foco quase que 100% do tempo: imaginar um futuro impossível, de acordo com uma possibilidade quase irreal que me sorri de alguma forma e eu já me apego a ela inventando uma resolução impossível de ser realizada , mas que me dá combustível pra continuar vivendo, imaginando como ela seria, mas que nunca saem de planos de travesseiro com alicerces firmados em desconhecidos ou semiconhecidos. É difícil pra mim viver a realidade do meu mundo bruto,o de valor cheio. Neste momento que escrevo, por exemplo, fantasio que um homem que nem me conhece sofre de amores por mim e realizou repentinamente que eu sou a razão de sua existência, e me leva embora de casa, me tratando como se eu fosse uma boneca e me tranca numa caixa de madeira luxuosa e dois bebês gritando ininterruptamente, produzindo um eco brutal nos meus ouvidos e me impedindo de ser, de me ser, até em pensamento.
Volto a pensar, acho que só queria entender porque ser conduzida por uma imaginação incontrolável é tão agudo, e penetrante, me impedindo, estou impedida. Eu me sinto interditada , de viver, tenho 25 anos e ainda não me superei totalmente a fase oral, não conheci o sexo, como deveria, não me tornei, não sou, não sou nada, quase nada que possa ser reconhecido como um adulto, não sou. Continuo um bebê gigante, uma tampinha de 1,59, que agita os braços o tempo todo e não consegue se concentrar. Eu quero ir embora. Acabo de escrever isso e as lágrimas vem aos meus olhos, porque sei que uma mudança apenas física não resolveria, nem uma espacial tampouco.
Preciso desesperadamente de um banho de chuva.
Permitir saber o que se esconde dentro de mim de verdade, experimentar o meu ser novo sem amarras morais do próximo, do lar.O verdadeiro corte com as concepções antigas e o autoreconhecimento pessoal que eu espero ter desde que nasci.
Eu sempre soube que um grande acontecimento se daria na minha vida e que este faria ela se dividir em antes e depois.Espero por ele há tempos sem saber direito o que é , mas sempre idealizei que não seria aqui, neste lugar que estou.Uma grande oportunidade, um amor que me fizesse acreditar que é possível passar pela existência sem sentir tanto tédio, um tempo que eu possa olhar pra trás e definir, tudo aquilo que vivi como 'antes'. Nunca achei que fosse um casamento ou coisa parecida, porque tenho sérios complexos e preconceitos firmados em relação a isso, ou a negação disso é só mais uma das...
Uma canção, passar por algum lugar ou morar em outra cidade, descobrir a questão da vida, da minha vida, que eu acho tão complexa, mas no fundo sei que não é grande coisa. Um estudo, algo que estimulasse meu cérebro completamente desuniforme e inadequado e fizesse finalmente ele sossegar.
Entender meus traumas com a sexualidade, desde a infância, proteger com vigor alguma coisa que eu ame, conquistar fama, receber um prêmio milionário, me livrar das minhas defesas doentias, me aceitar como ser humano, escrever alguma coisa que valha ou pelo menos contribua para a melhora de alguma coisa ou de alguem, entender um mecanismo essencial, viver noites de cinema, conquistar a imagem necessária para viver de acordo com os padrões psicóticos que gritam na minha cara o tempo todo que eu não sou adequada, nem um pouco.Nem bonita o suficiente, nem alegre o suficiente, nem bem sucedida, nem amada por ninguem importante, bem nascida de família nobre, ou que pelo menos o fato de ter o QI alto me servisse pra alguma coisa, nem nada.
O que acontece no futuro é abstrato, mas é nisso que eu me foco quase que 100% do tempo: imaginar um futuro impossível, de acordo com uma possibilidade quase irreal que me sorri de alguma forma e eu já me apego a ela inventando uma resolução impossível de ser realizada , mas que me dá combustível pra continuar vivendo, imaginando como ela seria, mas que nunca saem de planos de travesseiro com alicerces firmados em desconhecidos ou semiconhecidos. É difícil pra mim viver a realidade do meu mundo bruto,o de valor cheio. Neste momento que escrevo, por exemplo, fantasio que um homem que nem me conhece sofre de amores por mim e realizou repentinamente que eu sou a razão de sua existência, e me leva embora de casa, me tratando como se eu fosse uma boneca e me tranca numa caixa de madeira luxuosa e dois bebês gritando ininterruptamente, produzindo um eco brutal nos meus ouvidos e me impedindo de ser, de me ser, até em pensamento.
Volto a pensar, acho que só queria entender porque ser conduzida por uma imaginação incontrolável é tão agudo, e penetrante, me impedindo, estou impedida. Eu me sinto interditada , de viver, tenho 25 anos e ainda não me superei totalmente a fase oral, não conheci o sexo, como deveria, não me tornei, não sou, não sou nada, quase nada que possa ser reconhecido como um adulto, não sou. Continuo um bebê gigante, uma tampinha de 1,59, que agita os braços o tempo todo e não consegue se concentrar. Eu quero ir embora. Acabo de escrever isso e as lágrimas vem aos meus olhos, porque sei que uma mudança apenas física não resolveria, nem uma espacial tampouco.
Preciso desesperadamente de um banho de chuva.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
complexo sistema de desparticularização do meu cérebro.
O meu problema com Ruy Filho começa assim: ele vem pro rio de janeiro em 2009, me larga uma pérola em menos de uma semana(pérola essa que se chamava complexo sistema de enfraquecimento da sensibilidade),pra eu ficar pensando meses e meses a fio e vai embora. ok!
Obrigada, mas a questão é, porque ficar pensando?
Eu não conseguia entender direito, mas a questão ficava ali, martelando. e eu acompanhando pela internet como as coisas iam e o que se passava, ou lendo um artigo aqui e ali.
Lançado Emvão , via as fotos espetaculares e ficava repetindo, preciso ir pra são paulo ver isso, preciso, preciso e nada, um dia cismei e fui e esse dia foi ontem, terça feira, dia 27.
Cheguei no Rio Verde e vi um rosto familiar, pedi pra entrar mais cedo, e fiquei tentando ler mais um capítulo do livro do nietzsche, mas não consegui, por ansiedade e por que não conseguia pensar no momento,que ele escolheu um capítulo quase inteiro pra dar sua opinião sobre outros colegas de trabalho, mortos e vivos da época dele. abortei, fumei vários cigarros, andei de um lado pro outro, encontrei uma senhora elegante que me indicou simpaticamente o caminho do banheiro e contou curiosidades sobre a cachorrinha que mora ali, e depois não sei como a hora passou e entrei pro espetáculo com uma mala gigantesca e aquele traje de carioca que não sabe se vestir no frio, tudo bem, apertem os cintos e vamos lá. No primeiro momento de peça vem o primeiro tapa "quanto mais penso, menos me sobra espaço", e mais imagens perfeitas e engrenagens que davam a impressão de que tudo já nasceu pronto,ali agora no mesmo momento em que morreu e passou, e eu saí daquele universo por alguns momentos e pensei: "queria ficar na cabeça desse cara por 30 segundos, só pra entender de onde sai", mas enquanto isso, eu assistia coisas absurdas, como a sutileza do diego, que acabava que fortalecia ainda mais a presença dele, a força e a leveza do guilherme, que fazia com que realmente eu aproveitasse o texto que ele dizia, e embarcava, mas tenho que confessar que eu esperava mesmo um bom trabalho vindo deles, porque tinha um comparativo de qualidade anterior, esperava mesmo que fosse ainda melhor e foi, muito belo e bem executado, agora a minha boca se abriu mesmo pra rai e pro tiago, se abriu de um aberto descomunal, não sei se porque na outra peça eles faziam um bom trabalho também, mas era um trabalho meio camuflado, onde eles se misturavam entre si, então não dava pra saber, quem fez uma coisa boa ou outra, apenas se desenrolava, mas agora, nesse, foi diferente, eu não tenho palavras .Ela porque é uma atriz muito consistente apesar de ser bem nova ,que se entrega toda de uma forma que eu poucas vezes vi, é inteira demais! e ele porque como é difícil usar o corpo de forma acrobática sem parecer "galera, olha o que eu sei fazer com meu corpo, é demais!!" Ao contrário, ele quase me disse : "eu agora vou recitar um poema e você pode entrar se quiser, mas a boca nem vai se mexer, presta atenção" e foi, foi lindo. Os quatro se entendiam perfeitamente e me traziam coisas que dá até orgulho de pertencer a essa classe de loucos, suave destruidor e exposto, muito exposto.A trilha e os múscos eu nem preciso comentar, porque não entendo quase nada de música e na minha opinião não tinham defeitos. E acabou.Vendo os quatro ali recebendo os aplausos pensava: nossa ,merecem muito!
Saí dali de dentro meio transtornada, tentando entender o máximo possível (ao meu lado tinha um cara de camiseta branca que parecia passar pela mesma coisa que eu), e não tinha ninguem pra comentar , mas ok porque não sei se conseguiria comentar mesmo, mas fez falta .
Nisso vem o ruy (que nesse momento não era ruy filho, mas quase um ruy pai) me dar um abraço e foi exatamente naquele momento que estalou um tecla e eu pensei : é isso!
E entendi todas as questões que vinham me perturbando a tanto tempo : nas peças do antro exposto é impossível racionalizar,por mais que se queira, não dá! (e nesse momento o meu cérebro que estava partido em tantos pedaços quanto botões naquele chão, se juntava e me trazia paz)
bom pra mim que descobri isso, ruim para seu arlindo(taxista recifense que mora no tatuapé e é casado há 12 anos com a dona maria do socorro e não tem filhos, ama o rio de janeiro e pretende juntar dinheiro pra passar férias aqui e depois voltar pra sua terra pois não aguenta são paulo onde o céu ou é cinza ou é roxo ,raramente azul, mas tem trabalho) que tentava me ajudar fingindo que entendia tudo que eu tava contando nos 45 minutos que estivemos juntos.
que me lê e acompanha , em silêncio , ou se manifestando vá assistir emvão!
vale a pena ver são paulo e vale a pena acompanhar essa galera, que já adivinho o futuro e é grande, bem grande.
beijo de mochila.
Obrigada, mas a questão é, porque ficar pensando?
Eu não conseguia entender direito, mas a questão ficava ali, martelando. e eu acompanhando pela internet como as coisas iam e o que se passava, ou lendo um artigo aqui e ali.
Lançado Emvão , via as fotos espetaculares e ficava repetindo, preciso ir pra são paulo ver isso, preciso, preciso e nada, um dia cismei e fui e esse dia foi ontem, terça feira, dia 27.
Cheguei no Rio Verde e vi um rosto familiar, pedi pra entrar mais cedo, e fiquei tentando ler mais um capítulo do livro do nietzsche, mas não consegui, por ansiedade e por que não conseguia pensar no momento,que ele escolheu um capítulo quase inteiro pra dar sua opinião sobre outros colegas de trabalho, mortos e vivos da época dele. abortei, fumei vários cigarros, andei de um lado pro outro, encontrei uma senhora elegante que me indicou simpaticamente o caminho do banheiro e contou curiosidades sobre a cachorrinha que mora ali, e depois não sei como a hora passou e entrei pro espetáculo com uma mala gigantesca e aquele traje de carioca que não sabe se vestir no frio, tudo bem, apertem os cintos e vamos lá. No primeiro momento de peça vem o primeiro tapa "quanto mais penso, menos me sobra espaço", e mais imagens perfeitas e engrenagens que davam a impressão de que tudo já nasceu pronto,ali agora no mesmo momento em que morreu e passou, e eu saí daquele universo por alguns momentos e pensei: "queria ficar na cabeça desse cara por 30 segundos, só pra entender de onde sai", mas enquanto isso, eu assistia coisas absurdas, como a sutileza do diego, que acabava que fortalecia ainda mais a presença dele, a força e a leveza do guilherme, que fazia com que realmente eu aproveitasse o texto que ele dizia, e embarcava, mas tenho que confessar que eu esperava mesmo um bom trabalho vindo deles, porque tinha um comparativo de qualidade anterior, esperava mesmo que fosse ainda melhor e foi, muito belo e bem executado, agora a minha boca se abriu mesmo pra rai e pro tiago, se abriu de um aberto descomunal, não sei se porque na outra peça eles faziam um bom trabalho também, mas era um trabalho meio camuflado, onde eles se misturavam entre si, então não dava pra saber, quem fez uma coisa boa ou outra, apenas se desenrolava, mas agora, nesse, foi diferente, eu não tenho palavras .Ela porque é uma atriz muito consistente apesar de ser bem nova ,que se entrega toda de uma forma que eu poucas vezes vi, é inteira demais! e ele porque como é difícil usar o corpo de forma acrobática sem parecer "galera, olha o que eu sei fazer com meu corpo, é demais!!" Ao contrário, ele quase me disse : "eu agora vou recitar um poema e você pode entrar se quiser, mas a boca nem vai se mexer, presta atenção" e foi, foi lindo. Os quatro se entendiam perfeitamente e me traziam coisas que dá até orgulho de pertencer a essa classe de loucos, suave destruidor e exposto, muito exposto.A trilha e os múscos eu nem preciso comentar, porque não entendo quase nada de música e na minha opinião não tinham defeitos. E acabou.Vendo os quatro ali recebendo os aplausos pensava: nossa ,merecem muito!
Saí dali de dentro meio transtornada, tentando entender o máximo possível (ao meu lado tinha um cara de camiseta branca que parecia passar pela mesma coisa que eu), e não tinha ninguem pra comentar , mas ok porque não sei se conseguiria comentar mesmo, mas fez falta .
Nisso vem o ruy (que nesse momento não era ruy filho, mas quase um ruy pai) me dar um abraço e foi exatamente naquele momento que estalou um tecla e eu pensei : é isso!
E entendi todas as questões que vinham me perturbando a tanto tempo : nas peças do antro exposto é impossível racionalizar,por mais que se queira, não dá! (e nesse momento o meu cérebro que estava partido em tantos pedaços quanto botões naquele chão, se juntava e me trazia paz)
bom pra mim que descobri isso, ruim para seu arlindo(taxista recifense que mora no tatuapé e é casado há 12 anos com a dona maria do socorro e não tem filhos, ama o rio de janeiro e pretende juntar dinheiro pra passar férias aqui e depois voltar pra sua terra pois não aguenta são paulo onde o céu ou é cinza ou é roxo ,raramente azul, mas tem trabalho) que tentava me ajudar fingindo que entendia tudo que eu tava contando nos 45 minutos que estivemos juntos.
que me lê e acompanha , em silêncio , ou se manifestando vá assistir emvão!
vale a pena ver são paulo e vale a pena acompanhar essa galera, que já adivinho o futuro e é grande, bem grande.
beijo de mochila.
Marcadores:
antro-exposto,
emvão,
ruy filho
sexta-feira, 23 de abril de 2010
fica quieta!
voltar ao mesmo assunto me interfere,
porque meu raciocínio fica tentando andar,
ir pra frente, não se prender, mas acontece
que a minha cabeça cisuda e teimosa não
me deixa seguir adiante enquanto eu não esgotar tudo que tenho
que por pra fora, a melhor forma é assim,
de madrugada, quando todos foram dormir
e eu continuo insone, em silêncio, rolando
na cama de um lado pro outro com o estômago ardendo
de nervoso, as mãos já quase machucadas de fricções repetitivas
entre si, e o maxilar doendo dos movimentos repetitivos de seguidos
chicletes. não desacelero quando penso, sendo que o problema é que
eu penso o tempo todo,
venho de novo pra frente dessa tela, olhar pras minhas
inspirações e ver se passa o tempo,
encontro escritoras que julgava verdadeiros
gênios não descobertos e leio,
perco meu tempo, achando que ia acalmar meu desgosto,
mas ele não cessa, triplica.
tem mesmo que ser sempre tudo sobre o amor?
tem mesmo que ser poético e subjetivo,apenas pra
mandar recados em forma de indiretas pro objeto de desejo querido?
tem que ser essa coisa rasa, camuflada de funda, mas que na verdade
tem como único objetivo mostrar ao mundo que relações carnais são complicadas,
foi só pra isso?
é só por isso?
e a beleza de existir fica aonde, no outro? pro outro?
sempre um homem? um falo? uma necessidade desesperada de mostrar ao mundo que tem(ou queria ter) companhia idealizada que vive na borda das expectativas irreais de uma fêmea globalizada?
sinceramente, eu não sei mais o que faço,
no momento prometo somente não tocar mais nesse assunto,
mas podem ficar sabendo, que ele continua me remoendo
e assim será, até que meus olhos se fechem para sempre,
ou até que eu encontre algo que realmente valha a pena.
espera, acabei de achar um site chamado "escritoras suicidas",
pode ser que...
porque meu raciocínio fica tentando andar,
ir pra frente, não se prender, mas acontece
que a minha cabeça cisuda e teimosa não
me deixa seguir adiante enquanto eu não esgotar tudo que tenho
que por pra fora, a melhor forma é assim,
de madrugada, quando todos foram dormir
e eu continuo insone, em silêncio, rolando
na cama de um lado pro outro com o estômago ardendo
de nervoso, as mãos já quase machucadas de fricções repetitivas
entre si, e o maxilar doendo dos movimentos repetitivos de seguidos
chicletes. não desacelero quando penso, sendo que o problema é que
eu penso o tempo todo,
venho de novo pra frente dessa tela, olhar pras minhas
inspirações e ver se passa o tempo,
encontro escritoras que julgava verdadeiros
gênios não descobertos e leio,
perco meu tempo, achando que ia acalmar meu desgosto,
mas ele não cessa, triplica.
tem mesmo que ser sempre tudo sobre o amor?
tem mesmo que ser poético e subjetivo,apenas pra
mandar recados em forma de indiretas pro objeto de desejo querido?
tem que ser essa coisa rasa, camuflada de funda, mas que na verdade
tem como único objetivo mostrar ao mundo que relações carnais são complicadas,
foi só pra isso?
é só por isso?
e a beleza de existir fica aonde, no outro? pro outro?
sempre um homem? um falo? uma necessidade desesperada de mostrar ao mundo que tem(ou queria ter) companhia idealizada que vive na borda das expectativas irreais de uma fêmea globalizada?
sinceramente, eu não sei mais o que faço,
no momento prometo somente não tocar mais nesse assunto,
mas podem ficar sabendo, que ele continua me remoendo
e assim será, até que meus olhos se fechem para sempre,
ou até que eu encontre algo que realmente valha a pena.
espera, acabei de achar um site chamado "escritoras suicidas",
pode ser que...
quinta-feira, 22 de abril de 2010
eu constato.
não tenho tido tempo pra ficar sozinha com meus pensamentos
motivo: superpopulação do meu ego.
motivo: superpopulação do meu ego.
o ser.(não ser não me existe como opção)
trazer coisas
traga coisas
faça aquilo que você não faz
entenda o que é arte
e que ela não pode ser entendida
e nem conceituada
muito menos por você,
que ainda não passa de um filhote de gato,
cresça
pare de se auto-mimar
não seja condescendente
descubra os seus defeitos
não acabe com eles
compreenda e exorcise-os
escute o que os outros te falam,
mas não tudo,
dê espaço para a intuição completa por
alguma sensibilidade
não tenha preconceito
não seja careta
engula críticas bem duras,
como quem come um doce
doado no são cosme e damião,
aliás , não coma muito
também não beba muito,
porque é melhor
ter todos os demônios dentro de
você domados, antes que
te transformem num addicted
não fume
não seja radical
não seja eclético,
isso é coisa de quem não
consegue aceitar que a própria
personalidade não se encaixa
no lugar em que está,
mas seja aberto,
aprenda a concordar
aprenda a discordar
faça análise pra sempre,
sem previsão imaginável de alta
exiba
exponha-se
dê aos outros o que é seu,
mas que doa bastante
e ponha de volta o dedo na
ferida, quando ela der sinais que
vai cicatrizar,
se desrecalque,
entenda as suas origens
seja verdadeiro consigo
seja verdadeiro com os outros,
não minta, nem em pensamento
e não se esconda nada
saia dos padrões e se acostume com isso
o prazer de ser marginalizado
não se meta onde não é chamado
não perca uma oportunidade,
não perca uma oportunidade de calar a boca,
não gaste dinheiro desnecessário,
memorize no seu corpo todas as ações do cotidiano
de forma simpática pra que elas se façam simpáticas
quando precisarem sem ativadas sem
que sejam grotescamente imitadas,
acorde, o tempo todo
acorde.
mesmo sabendo, que no mundo todo,
só existem você e mais uns gatos pingados.
traga coisas
faça aquilo que você não faz
entenda o que é arte
e que ela não pode ser entendida
e nem conceituada
muito menos por você,
que ainda não passa de um filhote de gato,
cresça
pare de se auto-mimar
não seja condescendente
descubra os seus defeitos
não acabe com eles
compreenda e exorcise-os
escute o que os outros te falam,
mas não tudo,
dê espaço para a intuição completa por
alguma sensibilidade
não tenha preconceito
não seja careta
engula críticas bem duras,
como quem come um doce
doado no são cosme e damião,
aliás , não coma muito
também não beba muito,
porque é melhor
ter todos os demônios dentro de
você domados, antes que
te transformem num addicted
não fume
não seja radical
não seja eclético,
isso é coisa de quem não
consegue aceitar que a própria
personalidade não se encaixa
no lugar em que está,
mas seja aberto,
aprenda a concordar
aprenda a discordar
faça análise pra sempre,
sem previsão imaginável de alta
exiba
exponha-se
dê aos outros o que é seu,
mas que doa bastante
e ponha de volta o dedo na
ferida, quando ela der sinais que
vai cicatrizar,
se desrecalque,
entenda as suas origens
seja verdadeiro consigo
seja verdadeiro com os outros,
não minta, nem em pensamento
e não se esconda nada
saia dos padrões e se acostume com isso
o prazer de ser marginalizado
não se meta onde não é chamado
não perca uma oportunidade,
não perca uma oportunidade de calar a boca,
não gaste dinheiro desnecessário,
memorize no seu corpo todas as ações do cotidiano
de forma simpática pra que elas se façam simpáticas
quando precisarem sem ativadas sem
que sejam grotescamente imitadas,
acorde, o tempo todo
acorde.
mesmo sabendo, que no mundo todo,
só existem você e mais uns gatos pingados.
desobediente.
eu peço pro meu cérebro:
não produza coisas infantis
ninguem precisa saber,
o que você sente (?)
em relação a nada,
não precisa formatar um manifesto
revolucionário de acordo com suas inconformidades
por dia,
ele não me obedece, mas continuo
dou palmadas nele e digo:
ser maduro no meio de um monte de pós adolescentes
mal acostumados é fácil, difícil é ser gente grande de verdade!
ele não só não me ouve, como ainda tampa os ouvidos
rebeldia de quem só usa 10% da capacidade.
não produza coisas infantis
ninguem precisa saber,
o que você sente (?)
em relação a nada,
não precisa formatar um manifesto
revolucionário de acordo com suas inconformidades
por dia,
ele não me obedece, mas continuo
dou palmadas nele e digo:
ser maduro no meio de um monte de pós adolescentes
mal acostumados é fácil, difícil é ser gente grande de verdade!
ele não só não me ouve, como ainda tampa os ouvidos
rebeldia de quem só usa 10% da capacidade.
domingo, 18 de abril de 2010
mulheres maquiavel?
Eu gostaria imensamente de saber, mesmo que só um pouquinho, aonde estão as grandes mulheres do meu tempo.
Não as poetisas, as profundas, as não analisáveis, as românticas non-sense da moda incuráveis,com essas não perco meu tempo, são óbvias só fugindo da obviedade.
Queria saber por onde andam as baudelaires, as kafka, as artauds, as kurt cobain, pelo amor de deus, alguem pode me dizer aonde andam as mulheres almodovar, as mulheres thomas vintenberg,que seja!
Alguem ouviu falar de uma mulher Steven Spielberg?
Tá bom, alguma Che Guevara?
Ô, to aceitando uma Hitler, só pra me conformar que essa baboseira toda um dia vai ter fim e seremos mais que uma porcaria de um gênero recém sexualizado pedaço de carne romantizado em busca do relacionamento ideal no século 21, néo feminismo inexistente de bosta, começo a expressar sinais de raiva.
Tem visto uma mulher Bach?
Uma Deleuze?
Freudzinha?
Posso me iludir com uma Beckett?
Não?
Aquelas completamente dedicadas a conseguir algo a qualquer custo,com uma teoria genial , autoral, que vai mudar o mundo tanto quanto a lei da gravidade(falando nisso, alguma Newton?) independente de qualquer idiotice ultrapassada de fragilidade de sexo, cade elas?
As musicistas geniais, as matisse, as verlaine, qualquer coisa, voltaire , sei lá, as Niemeyer, as bresson, as bob wilson,
cade elas que não fazem questão de cabelos perfeitamente escovados,casamentos, vestidos rodados,romances com trilha , amores impossíveis, estilo descolado e estar numa "boa vibe", ter um estilo alternativo e ser muito, mas "muito individual"?
cadê elas, se alguem achar, avisa que eu to procurando, tipo desesperadamente pq depois de tanta baboseira e lavagem cerebral, eu ando precisando de inspiração, impressionante.
Culpa da genética sócio cultural. que vontade de xingar um palavrão aqui nesse fim.
Não as poetisas, as profundas, as não analisáveis, as românticas non-sense da moda incuráveis,com essas não perco meu tempo, são óbvias só fugindo da obviedade.
Queria saber por onde andam as baudelaires, as kafka, as artauds, as kurt cobain, pelo amor de deus, alguem pode me dizer aonde andam as mulheres almodovar, as mulheres thomas vintenberg,que seja!
Alguem ouviu falar de uma mulher Steven Spielberg?
Tá bom, alguma Che Guevara?
Ô, to aceitando uma Hitler, só pra me conformar que essa baboseira toda um dia vai ter fim e seremos mais que uma porcaria de um gênero recém sexualizado pedaço de carne romantizado em busca do relacionamento ideal no século 21, néo feminismo inexistente de bosta, começo a expressar sinais de raiva.
Tem visto uma mulher Bach?
Uma Deleuze?
Freudzinha?
Posso me iludir com uma Beckett?
Não?
Aquelas completamente dedicadas a conseguir algo a qualquer custo,com uma teoria genial , autoral, que vai mudar o mundo tanto quanto a lei da gravidade(falando nisso, alguma Newton?) independente de qualquer idiotice ultrapassada de fragilidade de sexo, cade elas?
As musicistas geniais, as matisse, as verlaine, qualquer coisa, voltaire , sei lá, as Niemeyer, as bresson, as bob wilson,
cade elas que não fazem questão de cabelos perfeitamente escovados,casamentos, vestidos rodados,romances com trilha , amores impossíveis, estilo descolado e estar numa "boa vibe", ter um estilo alternativo e ser muito, mas "muito individual"?
cadê elas, se alguem achar, avisa que eu to procurando, tipo desesperadamente pq depois de tanta baboseira e lavagem cerebral, eu ando precisando de inspiração, impressionante.
Culpa da genética sócio cultural. que vontade de xingar um palavrão aqui nesse fim.
Marcadores:
desigualdade,
feminismo bunda,
grandes pessoas,
mulheres
http://www.youtube.com/watch?v=Ut2osCQ1OjA
não consigo colar o vídeo aqui, entrou no título, então, enjoy it!
Marcadores:
http://www.youtube.com/watch?v=Ut2osCQ1OjA
um tempo pro tempo.
Não, não vai voltar
a cada minuto que passa termina mais
o que começou
e recomeçou , hoje de manhã, ontem de tardinha
agora e sempre
ele não parou pra me esperar, quando eu pedi,
um pouquinho pra decidir
um pouquinho pra duvidar,
e ele vai
ele é um menino idoso que nasce e morre em
frações ele todo
ele não passou de pressa
quando eu não queria esperar
ele me ensina
que quem me ensina
sou eu mesma , nele todo
sem ser ruim demais
e essa voz que se repete
na minha cabeça, começo a acreditar
que é ele
me cobrando
pra ser sempre,
sempre mais.
a cada minuto que passa termina mais
o que começou
e recomeçou , hoje de manhã, ontem de tardinha
agora e sempre
ele não parou pra me esperar, quando eu pedi,
um pouquinho pra decidir
um pouquinho pra duvidar,
e ele vai
ele é um menino idoso que nasce e morre em
frações ele todo
ele não passou de pressa
quando eu não queria esperar
ele me ensina
que quem me ensina
sou eu mesma , nele todo
sem ser ruim demais
e essa voz que se repete
na minha cabeça, começo a acreditar
que é ele
me cobrando
pra ser sempre,
sempre mais.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
remédio, demanda cutivo diário.
hoje eu estou sentindo uma necessidade especial de falar sobre os meus amigos, parece que tem lições que a gente aprende em 15 dias , quando acontece um estalo, que talvez não aprendesse a vida toda.
Funciona assim: eu sempre tive muita gente ao meu redor o tempo todo, minha casa sempre foi um clube de pessoas queridas , sempre pertenci a vários grupos de uma só vez , nunca me focando especialmente em ninguem, aí eu escolhia uma pessoa, por total afinidade e um amor meio louco que me batia, sabe, eu meio que cismava com alguem e parava na pessoa, por vários tempos isso funcionou assim, até que eu fui ficando mais velha, perdendo a paciência e me pegando a alguns poucos e velhos amigos, pra me desgastar menos e me dividir menos e estar mais presente e dar mais atenção, essas coisas,mas só agora eu percebo que não existe uma teoria acerca disso, se vc se fecha em poucas pessoas, a possibilidade de ficar sozinho, sem entender nada é muito maior, qual o problema e dar atenção a todos que gostam de vc, não adianta nada se fechar e nem achar que tá de boa, porque isso não acontece, tem pessoas hj em dia que eu jurava de pé junto que jamais existiria algum grau de amizade e hoje são grandes companheiros nessa vida, assim como amizades que eu tinha certeza e convicção que durariam até eu ter minha mão enrrugada e se desfazem no vento de uma hora pra outra, meio que sem sentido, uma vez um amigo me escreveu "o amor é uma companhia", então essas pessoinhas tão especiais que caminham junto com a gente, são a representação do amor verdadeiro.
Eu não sou dona da verdade, eu apenas tenho certeza das minhas opiniões no momento em que elas ainda não mudaram (outro aprendizado fundamental, eu tb mudo de opinião), eu não sei o segredo de ter uma vida bacana, nem sou absoluta em nada que coloco, eu apenas existo, logo penso e acho importante desenvolver essa habilidade que eu ganhei de presente do alto: ser boa com palavras .E é com muitas palavras que eu digo que nunca é tarde pra uma segunda chance, quando o assunto é esse ,e acho que eu só posso agradecer por todas essas pessoas que eu tenho reencontrado em poucos dias, algumas quase perfeitas , outras com defeitos incríveis,mas todas adoráveis,fora minha família dando um show de companheirismo, apesar de todas as paranóias que uma cirurgia trouxe pra cabeça da gente, meus amigos, muito obrigada por tudo, pelas saídas sem choppinho pq a doente master não pode beber, pelos intermináveis banhos de piscina, idas ao hospital de repente, almocinhos, jantinhas, iogurte italiano congelado com frutas, lembranças, carinhos, ligações, cartinhas, abraços, acolhimento,jogos no maracanã,conversas intermináveis, filminho, reuniões na casa de um na casa de outro, tentativa de animação no carnaval com direito a fantasia e torcida pela escola de samba,enganar o vizinho do lado com o resultado da apuração, culinária integral expert, saladas do bibi, gelatinas de mãe, cachorros apaixonados, simples caminhadas,sucos de framboesa, cupuaçu com gosto de condicionador,palavras de apoio, promessas, orações, bençãos,engordações de alguns quilos para doações de sangue(pasmem, até isso rolou), enfim, eu fiz um balanço e se eu morresse amanhã, já valeu ter vivido por toda essa experiência, com muitas decepções, claro, eu nunca fui a mulher maravilha, mas elas no final são só passagens, perto de tudo que é bom e eu chego a ficar com lágrimas nos olhos de pensar que nem tudo foi em vão e que se vocês me acolhem de volta depois de eu sumir, desaparecer, nunca ligar,abandonar e etc, é porque ficou uma semente boa de quaisquer coisas que tenhamos vivido juntos, eu sei que essa nota não deve chegar a muitos que eu queria que chegassem, mas mesmo assim, ultimamente só tirar as coisas do peito pra não ficarem guardadas já tem me valido, no mais
MUITO OBRIGADA!
as vezes é preciso reinventar o significado de uma palavra tão banalizada.
Funciona assim: eu sempre tive muita gente ao meu redor o tempo todo, minha casa sempre foi um clube de pessoas queridas , sempre pertenci a vários grupos de uma só vez , nunca me focando especialmente em ninguem, aí eu escolhia uma pessoa, por total afinidade e um amor meio louco que me batia, sabe, eu meio que cismava com alguem e parava na pessoa, por vários tempos isso funcionou assim, até que eu fui ficando mais velha, perdendo a paciência e me pegando a alguns poucos e velhos amigos, pra me desgastar menos e me dividir menos e estar mais presente e dar mais atenção, essas coisas,mas só agora eu percebo que não existe uma teoria acerca disso, se vc se fecha em poucas pessoas, a possibilidade de ficar sozinho, sem entender nada é muito maior, qual o problema e dar atenção a todos que gostam de vc, não adianta nada se fechar e nem achar que tá de boa, porque isso não acontece, tem pessoas hj em dia que eu jurava de pé junto que jamais existiria algum grau de amizade e hoje são grandes companheiros nessa vida, assim como amizades que eu tinha certeza e convicção que durariam até eu ter minha mão enrrugada e se desfazem no vento de uma hora pra outra, meio que sem sentido, uma vez um amigo me escreveu "o amor é uma companhia", então essas pessoinhas tão especiais que caminham junto com a gente, são a representação do amor verdadeiro.
Eu não sou dona da verdade, eu apenas tenho certeza das minhas opiniões no momento em que elas ainda não mudaram (outro aprendizado fundamental, eu tb mudo de opinião), eu não sei o segredo de ter uma vida bacana, nem sou absoluta em nada que coloco, eu apenas existo, logo penso e acho importante desenvolver essa habilidade que eu ganhei de presente do alto: ser boa com palavras .E é com muitas palavras que eu digo que nunca é tarde pra uma segunda chance, quando o assunto é esse ,e acho que eu só posso agradecer por todas essas pessoas que eu tenho reencontrado em poucos dias, algumas quase perfeitas , outras com defeitos incríveis,mas todas adoráveis,fora minha família dando um show de companheirismo, apesar de todas as paranóias que uma cirurgia trouxe pra cabeça da gente, meus amigos, muito obrigada por tudo, pelas saídas sem choppinho pq a doente master não pode beber, pelos intermináveis banhos de piscina, idas ao hospital de repente, almocinhos, jantinhas, iogurte italiano congelado com frutas, lembranças, carinhos, ligações, cartinhas, abraços, acolhimento,jogos no maracanã,conversas intermináveis, filminho, reuniões na casa de um na casa de outro, tentativa de animação no carnaval com direito a fantasia e torcida pela escola de samba,enganar o vizinho do lado com o resultado da apuração, culinária integral expert, saladas do bibi, gelatinas de mãe, cachorros apaixonados, simples caminhadas,sucos de framboesa, cupuaçu com gosto de condicionador,palavras de apoio, promessas, orações, bençãos,engordações de alguns quilos para doações de sangue(pasmem, até isso rolou), enfim, eu fiz um balanço e se eu morresse amanhã, já valeu ter vivido por toda essa experiência, com muitas decepções, claro, eu nunca fui a mulher maravilha, mas elas no final são só passagens, perto de tudo que é bom e eu chego a ficar com lágrimas nos olhos de pensar que nem tudo foi em vão e que se vocês me acolhem de volta depois de eu sumir, desaparecer, nunca ligar,abandonar e etc, é porque ficou uma semente boa de quaisquer coisas que tenhamos vivido juntos, eu sei que essa nota não deve chegar a muitos que eu queria que chegassem, mas mesmo assim, ultimamente só tirar as coisas do peito pra não ficarem guardadas já tem me valido, no mais
MUITO OBRIGADA!
as vezes é preciso reinventar o significado de uma palavra tão banalizada.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
caio fernando abreu.
"parado ali no chão, eu sentia que dentro de mim alguma coisa nova estava nascendo."
coisa incrível.
passar o carnaval sozinha e doente me fez refletir
em primeiro lugar em quanto eu me comportava
grotescamente em relação ao álcool
é impressionante,
tirada de mim minha máscara social predileta,
muitas coisas vem a tona, como por exemplo
que eu não tenho paciência pra conversas longas
quando o assunto é chato
e que eu só gosto de conversar no telefone de verdade
com umas 4 pessoas no mundo
e que eu odeio ficar muito tempo sentada no meu lugar
ahhhhhh também foi ótimo pra constatar que pessoas bêbadas
são divertidas e tem um limite esquisito quanto a palavras na boca
e que minha família (em especial minha mãe) ter sido realmente essa,
é mais que ganhar na loteria
e que tomar banho de tarde e ligar o ventilador é bom
que o colchão novinho que minha vó pagou em 10 prestações
é realmente confortável
e que cigarro é muleta perfeita em qualquer situação,
mas um dia eu vou conseguir me livrar dele
que comer japonês todo dia enjoa
e que eu gosto de carnaval
e que ano que vem, eu vou pular feito louca
talvez não beba tanto
talvez não escreva
talvez planeje antes
não sei, mas foi diferente.
em primeiro lugar em quanto eu me comportava
grotescamente em relação ao álcool
é impressionante,
tirada de mim minha máscara social predileta,
muitas coisas vem a tona, como por exemplo
que eu não tenho paciência pra conversas longas
quando o assunto é chato
e que eu só gosto de conversar no telefone de verdade
com umas 4 pessoas no mundo
e que eu odeio ficar muito tempo sentada no meu lugar
ahhhhhh também foi ótimo pra constatar que pessoas bêbadas
são divertidas e tem um limite esquisito quanto a palavras na boca
e que minha família (em especial minha mãe) ter sido realmente essa,
é mais que ganhar na loteria
e que tomar banho de tarde e ligar o ventilador é bom
que o colchão novinho que minha vó pagou em 10 prestações
é realmente confortável
e que cigarro é muleta perfeita em qualquer situação,
mas um dia eu vou conseguir me livrar dele
que comer japonês todo dia enjoa
e que eu gosto de carnaval
e que ano que vem, eu vou pular feito louca
talvez não beba tanto
talvez não escreva
talvez planeje antes
não sei, mas foi diferente.
mágoas sem mágoas.
tudo bem, chega de esforço, eu não me estico mais
eu não me pareço, eu não me puxo
a partir de agora eu não mais sofro,
deixo ao vento o que eu antes tanto queria
já não quero
não faço questão de nada absolutamente,
o pior de acabar com a dúvida é a presença
da certeza, que antes só me rondava a cabeça,
mas o que eu me pergunto é
como é que vc pôde?
pra onde isso tudo vai
até quando dá pra prender as pessoas
numa redoma pra que elas não percebam
até que ponto vai a loucura de aprisionar o
que deveria ser solto,
se eu tivesse observado atentamente
o que se passava com outras pessoas
nunca teria caído nessa arapuca
sem sentido
sem ....
enfim,
porque eu estou mesmo escrevendo isso?
eu não me pareço, eu não me puxo
a partir de agora eu não mais sofro,
deixo ao vento o que eu antes tanto queria
já não quero
não faço questão de nada absolutamente,
o pior de acabar com a dúvida é a presença
da certeza, que antes só me rondava a cabeça,
mas o que eu me pergunto é
como é que vc pôde?
pra onde isso tudo vai
até quando dá pra prender as pessoas
numa redoma pra que elas não percebam
até que ponto vai a loucura de aprisionar o
que deveria ser solto,
se eu tivesse observado atentamente
o que se passava com outras pessoas
nunca teria caído nessa arapuca
sem sentido
sem ....
enfim,
porque eu estou mesmo escrevendo isso?
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
não adeus,apenas um tchau.
Ensaiei em frente ao espelho milhões de vezes as coisas que
queria te dizer e não tive coragem e ou oportunidade, mas começa assim: tô cansada!
Eu não quero mais chorar no quarto escuro todas as vezes que te vejo por acaso numa reunião sem sentido, de amigos que eu nem sei se são meus amigos,tendo que disfarçar ao máximo, para que ninguem perceba nem de longe o quanto é bom pra mim, apenas te ver, tocar sua mão fininha e macia, mesmo que por acidente , te abraçar, e o cheiro do seu perfume forte ficar preso na minha blusa até a hora de dormir.
Não quero me proteger das opiniões das pessoas que nos colocam pra baixo e emitem suas opiniões sem fundamento, apenas porque não são felizes por não serem verdadeiras consigo mesmas e por isso, não gostam de presenciar a felicidade alheia.
Eu fiz muita coisa errada, eu fugi, eu fingi não estar nem aí, eu falei coisas que não devia, eu não soube lidar com a situação, mas nada por maldade, só por insegurança e pelo medo de estar indo contra todas as opiniões que eu sempre preguei e defendi com louvor, era simples, eu estava apaixonada, muito, mais do que eu podia aguentar e entender, mais do que tudo, eu estava ali, entregue.
No meio disso tudo, existiam outras pessoas, outros conceitos, outros sentimentos guardados, outros....
Mas o que importa é que só o fato de eu conseguir desabafar isso de dentro do meu peito, já me alivia e me dá força pra seguir e concluir que eu não quero mais lutar, nem tentar, nem pensar, eu não quero lembrar o gosto que tem seu beijo e nem como fica engraçado te beijar de olho aberto, só pra ver a carinha que você faz beijando, eu não quero mais nada, só estar aqui, torcendo, pra que se alguma coisa tiver de dar certo, o universo conspire de uma vez por todas e você perceba, que a companhia que as vezes parece trazer conforto, pode trazer prisão, uma que ninguem consegue enxergar até se colocar de fora.
Eu conversei com um anjo especial num dia muito triste e pedi, que se fosse pra gente ser feliz, isso desse certo de alguma forma, então, eu estou aqui. um beijo e
Tchau!
"still a little bit of your ghost, your withness,
still a little bit of your face, i haven't kissed
stay a little closer to me, so close there i can't see what's going on
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
coisas antes não enterradas e pré criptografadas.(somente porque a palavra é bonita)
eu nunca achei tanta coisa
e tive certeza de tantas outras,
quando eu era adolescente tinha certeza que aquela
era a fase mais difícil na minha vida e era mentira,
depois que isso passa, você faz as escolhas e se elas forem erradas,
tudo vai por água abaixo e aquela promessa que você era
de ser a melhor, a mais bem sucedida , autêntica , inteligente
e espontânea, tudo some, tudo mesmo e você vira um verme
onde as pessoas acham que tem direito de depositar a opinião delas
sobre como fazer da sua vida melhor, a todo momento, desde receitas de
dietas e te falar todas as coisas que você não pode comer,
a concursos públicos, empregos em repartições e em escritórios,
que depois que a pessoa trabalha por 10 anos, já pode concorrer ao prêmio
de pessoa mais infeliz do mundo,
por causa da minha escolha, eu me encontro sempre nas mãos dos outros,
estou a mercê.
eu nunca pensei que fosse me sentir impossibilitada, de mãos atadas,
eu nunca pensei que fosse ter medo da vida e de viver e me deixar influenciar por todos aqueles comentários e idéias de que tudo que eu planejei daria errado, somente para elas poderem falar : eu avisei!
O que será que aconteceu comigo, com o meu tesão de viver e com a certeza absoluta de que nõ importa o que fosse que eu estivesse passando, eu teria certeza.
Eu não consigo procurar meus amigos, retornar suas ligações, ir a festas, lugares públicos, simplesmente porque não tenho vontade.
Eu tenho 25 anos e tudo me faz parecer que tenho 40 e não posso mais tentar nada, somente arrumar um emprego pro próprio sustento, enquanto isso a vida passa lá fora e eu continuo deitada no sofá, me torturando por estar a mais de um mês a toa no mesmo sofá e sinto meus punhos paralíticos, como se tivesse eternamente as mão atadas e se aquela velha promessa de uma pessoa bem sucedida, já tivesse condenada, eu não sei, eu não sei..., eu nunca achei que fosse ter medo da vida, que fosse ser infeliz e que não conseguisse nem tentar, eu nunca imaginei que fosse ser assim, e penso, todos os dias como eu queria ser adolescente.
e tive certeza de tantas outras,
quando eu era adolescente tinha certeza que aquela
era a fase mais difícil na minha vida e era mentira,
depois que isso passa, você faz as escolhas e se elas forem erradas,
tudo vai por água abaixo e aquela promessa que você era
de ser a melhor, a mais bem sucedida , autêntica , inteligente
e espontânea, tudo some, tudo mesmo e você vira um verme
onde as pessoas acham que tem direito de depositar a opinião delas
sobre como fazer da sua vida melhor, a todo momento, desde receitas de
dietas e te falar todas as coisas que você não pode comer,
a concursos públicos, empregos em repartições e em escritórios,
que depois que a pessoa trabalha por 10 anos, já pode concorrer ao prêmio
de pessoa mais infeliz do mundo,
por causa da minha escolha, eu me encontro sempre nas mãos dos outros,
estou a mercê.
eu nunca pensei que fosse me sentir impossibilitada, de mãos atadas,
eu nunca pensei que fosse ter medo da vida e de viver e me deixar influenciar por todos aqueles comentários e idéias de que tudo que eu planejei daria errado, somente para elas poderem falar : eu avisei!
O que será que aconteceu comigo, com o meu tesão de viver e com a certeza absoluta de que nõ importa o que fosse que eu estivesse passando, eu teria certeza.
Eu não consigo procurar meus amigos, retornar suas ligações, ir a festas, lugares públicos, simplesmente porque não tenho vontade.
Eu tenho 25 anos e tudo me faz parecer que tenho 40 e não posso mais tentar nada, somente arrumar um emprego pro próprio sustento, enquanto isso a vida passa lá fora e eu continuo deitada no sofá, me torturando por estar a mais de um mês a toa no mesmo sofá e sinto meus punhos paralíticos, como se tivesse eternamente as mão atadas e se aquela velha promessa de uma pessoa bem sucedida, já tivesse condenada, eu não sei, eu não sei..., eu nunca achei que fosse ter medo da vida, que fosse ser infeliz e que não conseguisse nem tentar, eu nunca imaginei que fosse ser assim, e penso, todos os dias como eu queria ser adolescente.
Assinar:
Postagens (Atom)
