E chegou a oportunidade que eu queria
não do jeito sonhado e absurdo, mas ela chegou
a chance de ser eu, só eu e apenas eu
bem longe
de tudo
de casa
de todos,
das coisas mesquinhas, dos pensamentos arcaicos, das não permissões (as que eu não me permito)
e agora que ela veio (a chance) vem o medo de abrir mão
mas abrir mão de que?
o que existe de realmente genuíno vai ficar aqui pra sempre, de qualquer jeito, o resto é só o resto, é excesso e desgaste e talvez depois eu de valor e entenda que ser adulto é difícil, mas inevitável, pois é, eu cheguei lá e me considero e agora sim veio aquela questão da infãncia de abandonar os aços mais apertados e me rodear de mim, olha que difícil, olha que delicioso.
e tudo que consigo pensar é na inveja dos não corajosos e nas palavras de celina sodré, que eu não vou publicar porque celina sodré não merece ser publiada em blog, ela é boa demais e me mudou demais pra isso.
e pra todos aqueles anseios, aquelas angústias e aqueles pesadelos que não paravam de me rodear enquanto a cabeça ficava aqui, fritando no desespero de que nada acontecesse, me bateu uma esperança voraz com cheiro de vida nova e espero que eu entenda que chegou a hora da divisão da vida em antes e depois. Isso virá com saudades, com lágrimas, com sentimentos inesperados, com pena, com medo de soltar da mão, com incerteza do meu lugar, mas é com prazer que eu grito em alto e bom som que está chegando o dia que eu sempre esperei...
...o dia de ir embora. (e mesmo que seja por tempo determinado, isso não me tira a glória.)
ficar rodeada de água por todos os lados: ou você sobrevive ou você morre afogada. Viva. a vida. adulta. mas adulto não é aquele q tem deveres sem diversão? mas tem a diversão dos jogos estimulativos primários com peças, buracos e sons e tem os livros da fase 2 que são mais loucos.
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