quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

remédio, demanda cutivo diário.

hoje eu estou sentindo uma necessidade especial de falar sobre os meus amigos, parece que tem lições que a gente aprende em 15 dias , quando acontece um estalo, que talvez não aprendesse a vida toda.
Funciona assim: eu sempre tive muita gente ao meu redor o tempo todo, minha casa sempre foi um clube de pessoas queridas , sempre pertenci a vários grupos de uma só vez , nunca me focando especialmente em ninguem, aí eu escolhia uma pessoa, por total afinidade e um amor meio louco que me batia, sabe, eu meio que cismava com alguem e parava na pessoa, por vários tempos isso funcionou assim, até que eu fui ficando mais velha, perdendo a paciência e me pegando a alguns poucos e velhos amigos, pra me desgastar menos e me dividir menos e estar mais presente e dar mais atenção, essas coisas,mas só agora eu percebo que não existe uma teoria acerca disso, se vc se fecha em poucas pessoas, a possibilidade de ficar sozinho, sem entender nada é muito maior, qual o problema e dar atenção a todos que gostam de vc, não adianta nada se fechar e nem achar que tá de boa, porque isso não acontece, tem pessoas hj em dia que eu jurava de pé junto que jamais existiria algum grau de amizade e hoje são grandes companheiros nessa vida, assim como amizades que eu tinha certeza e convicção que durariam até eu ter minha mão enrrugada e se desfazem no vento de uma hora pra outra, meio que sem sentido, uma vez um amigo me escreveu "o amor é uma companhia", então essas pessoinhas tão especiais que caminham junto com a gente, são a representação do amor verdadeiro.
Eu não sou dona da verdade, eu apenas tenho certeza das minhas opiniões no momento em que elas ainda não mudaram (outro aprendizado fundamental, eu tb mudo de opinião), eu não sei o segredo de ter uma vida bacana, nem sou absoluta em nada que coloco, eu apenas existo, logo penso e acho importante desenvolver essa habilidade que eu ganhei de presente do alto: ser boa com palavras .E é com muitas palavras que eu digo que nunca é tarde pra uma segunda chance, quando o assunto é esse ,e acho que eu só posso agradecer por todas essas pessoas que eu tenho reencontrado em poucos dias, algumas quase perfeitas , outras com defeitos incríveis,mas todas adoráveis,fora minha família dando um show de companheirismo, apesar de todas as paranóias que uma cirurgia trouxe pra cabeça da gente, meus amigos, muito obrigada por tudo, pelas saídas sem choppinho pq a doente master não pode beber, pelos intermináveis banhos de piscina, idas ao hospital de repente, almocinhos, jantinhas, iogurte italiano congelado com frutas, lembranças, carinhos, ligações, cartinhas, abraços, acolhimento,jogos no maracanã,conversas intermináveis, filminho, reuniões na casa de um na casa de outro, tentativa de animação no carnaval com direito a fantasia e torcida pela escola de samba,enganar o vizinho do lado com o resultado da apuração, culinária integral expert, saladas do bibi, gelatinas de mãe, cachorros apaixonados, simples caminhadas,sucos de framboesa, cupuaçu com gosto de condicionador,palavras de apoio, promessas, orações, bençãos,engordações de alguns quilos para doações de sangue(pasmem, até isso rolou), enfim, eu fiz um balanço e se eu morresse amanhã, já valeu ter vivido por toda essa experiência, com muitas decepções, claro, eu nunca fui a mulher maravilha, mas elas no final são só passagens, perto de tudo que é bom e eu chego a ficar com lágrimas nos olhos de pensar que nem tudo foi em vão e que se vocês me acolhem de volta depois de eu sumir, desaparecer, nunca ligar,abandonar e etc, é porque ficou uma semente boa de quaisquer coisas que tenhamos vivido juntos, eu sei que essa nota não deve chegar a muitos que eu queria que chegassem, mas mesmo assim, ultimamente só tirar as coisas do peito pra não ficarem guardadas já tem me valido, no mais
MUITO OBRIGADA!
as vezes é preciso reinventar o significado de uma palavra tão banalizada.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

um dia eu serei-o.


caio fernando abreu.

"parado ali no chão, eu sentia que dentro de mim alguma coisa nova estava nascendo."

coisa incrível.

passar o carnaval sozinha e doente me fez refletir
em primeiro lugar em quanto eu me comportava
grotescamente em relação ao álcool
é impressionante,
tirada de mim minha máscara social predileta,
muitas coisas vem a tona, como por exemplo
que eu não tenho paciência pra conversas longas
quando o assunto é chato
e que eu só gosto de conversar no telefone de verdade
com umas 4 pessoas no mundo
e que eu odeio ficar muito tempo sentada no meu lugar
ahhhhhh também foi ótimo pra constatar que pessoas bêbadas
são divertidas e tem um limite esquisito quanto a palavras na boca
e que minha família (em especial minha mãe) ter sido realmente essa,
é mais que ganhar na loteria
e que tomar banho de tarde e ligar o ventilador é bom
que o colchão novinho que minha vó pagou em 10 prestações
é realmente confortável
e que cigarro é muleta perfeita em qualquer situação,
mas um dia eu vou conseguir me livrar dele
que comer japonês todo dia enjoa
e que eu gosto de carnaval
e que ano que vem, eu vou pular feito louca
talvez não beba tanto
talvez não escreva
talvez planeje antes
não sei, mas foi diferente.

mágoas sem mágoas.

tudo bem, chega de esforço, eu não me estico mais
eu não me pareço, eu não me puxo
a partir de agora eu não mais sofro,
deixo ao vento o que eu antes tanto queria
já não quero
não faço questão de nada absolutamente,
o pior de acabar com a dúvida é a presença
da certeza, que antes só me rondava a cabeça,
mas o que eu me pergunto é
como é que vc pôde?
pra onde isso tudo vai
até quando dá pra prender as pessoas
numa redoma pra que elas não percebam
até que ponto vai a loucura de aprisionar o
que deveria ser solto,
se eu tivesse observado atentamente
o que se passava com outras pessoas
nunca teria caído nessa arapuca
sem sentido
sem ....
enfim,
porque eu estou mesmo escrevendo isso?