passar o carnaval sozinha e doente me fez refletir
em primeiro lugar em quanto eu me comportava
grotescamente em relação ao álcool
é impressionante,
tirada de mim minha máscara social predileta,
muitas coisas vem a tona, como por exemplo
que eu não tenho paciência pra conversas longas
quando o assunto é chato
e que eu só gosto de conversar no telefone de verdade
com umas 4 pessoas no mundo
e que eu odeio ficar muito tempo sentada no meu lugar
ahhhhhh também foi ótimo pra constatar que pessoas bêbadas
são divertidas e tem um limite esquisito quanto a palavras na boca
e que minha família (em especial minha mãe) ter sido realmente essa,
é mais que ganhar na loteria
e que tomar banho de tarde e ligar o ventilador é bom
que o colchão novinho que minha vó pagou em 10 prestações
é realmente confortável
e que cigarro é muleta perfeita em qualquer situação,
mas um dia eu vou conseguir me livrar dele
que comer japonês todo dia enjoa
e que eu gosto de carnaval
e que ano que vem, eu vou pular feito louca
talvez não beba tanto
talvez não escreva
talvez planeje antes
não sei, mas foi diferente.
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