a sensação que me sequestra quando escrevo é a
de afiar calmamente uma navalha de corte preciso e rente,
destinada a dilacerar algum peito,
mesmo que seja o meu.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
autodiscussão acerca da totalização do que é meu (ou:um nome complicado pra encheção de linguiça e falação sobre o mesmo assunto)
um dia muda tudo,
um gesto diferenciado, uma
percepção antes inexistente,
uma expressão verdadeira e sincera
pronto, tudo muda de lugar e
já passa a ser diferente do que era antes,
todos os dias tem importância fundamental
pra que algo se desencadeie sem retorno,
impressionante como se pode mudar toda
uma configuração de vida em poucas
horas , avaliando que o ponteiro do relógio
desde o mais fininho e longo até o mais curto e
grosso fez um giro de 360 graus em torno dos
pontos marcados no tabuleiro redondo,
um dia,
e finalmente eu percebo que estou presa num
labirinto onde os homens
parecem todos iguais, com a mesma blusa, o mesmo corte de cabelo
os mesmos assuntos padronizados de rapazes de classe média alta
de cidade provinciana que tem cara de metrópole
e impressionante como chega uma hora que eles passam a ter até o mesmo
rosto os mesmos gostos, o mesmo linguajar as mesmas impressões sobre tudo,
e me pego pensando na possibiidade que vivo num filme de ficção científica onde só eu enxergo uma cidade de homens iguais
e todos tentam me convencer que eu estou louca e me dão uma injeção paralisante e me trancam
num hospício cruel onde médicos com cara de personagens aterrorizantes de filme de terror lado B que usam groselha como sangue ,chegam a conclusão que o único estímulo que pode me salvar é a leucotomia, me amarram me anestesiam e realizam o procedimento que vai me fazer enxergar tudo do jeito que os manipuladores da experiência querem e eu vou fingir que estou curada mas vou continuar vendo e a minha voz em off grita no áudio enquanto a minha expressão parece inerte "eu não estou louca, eles continuam todos iguaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais"
e eu aqui presa nesse labirinto que mais parece uma bolha
de vidro de um laboratório gigante de horror no módulo 2
eu me sinto uma cobaia de um experimento maligno o qual não
se sabe mais quem manipula e quem é manipulado, eu não
consigo entender quando foi que eu me meti nisso
e agora me ausento um pouco da culpa de não conseguir criar
vínculos amorosos sérios, porque seria mesmo impossível
dentro de uma sociedade cognitivamente gêmea, onde todos
tem os mesmos interesses sendo os homens :
serem-ricos/bem-sucedidos/inteligentes/ter-uma-mulher-capacho-e gostosa-ao-seu-lado/
um-carro-foda/viajar-pra-europa-nas-férias-para-comentar-com-os-amigos-que-querem-a-mesma-coisa-que-ele-e-ele-sabe
/trair-a-mulher-com-uma-amante-mais-gostosa-que-ela-e-que-alguem-saiba-porque-senão-não-tem-graça
/ser-considerado-um-ás-do-sexo-e-que-todo-mundo-saiba-mais-do-que-a-viagem-a-europa
/comprar-uma-casa-dois-andares-em-bairro-nobre-e-reunir-os-amigos-em-volta-de-uma-churrasqueira-pra-falar-dos-mesmos-assuntos-nojentos-no-fim-de-semana/
/ser-pai-pra-impor-a-sua-preciosidade-genetica-mas-nunca-compreender-os-filhos-de-forma-plena-apenas-impondo-o-que-ele-acha-certo-acerca-da-vida/
/envelhecer-e-ficar-deprimido-gasto-e-com-crise-existencial-tomando-viagra-até-ter-um-infarto-sem-saber-de-onde-saiu-por-se-achar-realmente-uma-pessoa-boa-que-paga-impostos-e-doa-todos-os-anos-no-criança-esperança.
/morrer-tendo-acumulado-fortuna-e-ignorancia-poucos-amigos-verdadeiros-e-nenhum-amor-verdadeiro-exceto-o-que-tem-pelo-seu-cachorro-de-raça-e-seu-próprio-pênis.
e as mulheres:
serem-gostosas-e-sexualmente-liberadas-para-poderem-falar-sobre-tudo-fazendo-biquinho-com-as-amigas-tão-interessantes-que-pensam-do-mesmo-jeito
/ir-a-uma-balada-e-ser-a-mais-desejada-cobiçada-com-fama-de-difícil-para-os-homens-e-conquistar-aquela-espécime-de-macho-alfa-que-todas-as-femeas-alfas-desejam-ao-mesmo-tempo-que-ela
/comprar-no-shopping-uma-roupa-de-marca-de-preço-exorbitante-e-que-todo-mundo-saiba-senão-não-tem-graça
/ter-uma-carreira-mais-ou-menos-de-uma-importância-mais-ou-menos-com-uma-vocação-mais-ou-menos-que-não-a-masculiniize-nem-tire-o-seu-potencial-de-sedução-diante-dos-homens
/ter-um-caso-extraconjugal-para-poderem-colocar-em-questão-o-que-tem-na-mão-e-consideram-perfeito-para-uma-femea-globalizada-e-independente-do-século-21
/ter-um-marido-que-transa-com-elas-uma-vez-por-semana-não-tem-afinidades-interesses-ou-coisas-em-comum-não-se-amam-mais-o-tesão-acabou-faz-tempo-e-as-fagulhas-que-uniam-os-dois-dentro-desse-relacionamento-eram-o-fato-dela-fingir-que-adorava-futebol-os-amigos-idiotas-e-a-familia-dele-forçando-uma-afinidade-de-gostos-falsa-que-com-o-tempo-não-resistiu-e-caiu-por-terra-fazendo-com-que-tudo-que-ja-foi-vivido-virasse-um-inferno
/terem-filhos-para-explorarem-o-seu-lado-adormecido-de-pessoa-tediosa-cheia-de-regras-falhas-e-carinhos-que-não-querem-dizer-nada-pois-a-concepção-dos-mesmos-foi-apenas-porque-não-conseguiam
permanecer-mais-dez-anos-sozinhas-com-aquele-homem-raso-grosso-e-nojento-com-uma-aliança-dourada-no-dedo-esquerdo-entregue-mediante-promessas-falsas-diante-de-um-altar-da-igreja-católica-que-chamam-de-marido
/enverlhecerem-e-se-encherem-de-plásticas-para-continuarem-sendo-o-objeto-de-desejo-que-eram-quando-tinham-18anos-sabendo-que-é-impossível-reestabelecer-a-mesma-relação-e-vão-morrer-sem-entender-que-ficaram-velhas-e-patéticas-com-a-orelha-esticada-a-ponto-de-estar-próxima-ao-umbigo.
eu quero ir embora, deste lugar, sabendo que a minha fantasia não me permite enxergar a realidade de que em outro lugar não vai ser diferente, e que isso não é uma característica própria das cidades litorâneas nos bairros de classe média alta,mas do mundo como um todo, não, eu grito sem abrir a boca, eu não quero
viver aqui, não quero continuar aqui, no mundo , nesse mundo com essas pessoas tão nojentas que quando eu beijo alguem no momento seguinte eu já tenho ansia de vômito e preciso imediatamente que essa pessoa desapareça da minha frente e não volte nunca mais pra que não me confunda e não sugue minhas energias de forma permanente e irreversível e me deixe em paz e nunca mais fale gírias no meu ouvido e nem me dê a mão pra me levar pra casa quando eu estiver completamente bebada pra manter as aparencias diante de todas as outras pessoas que dão valor as mesmas coisas que esse ser repugnante que acha que está me cativando e só me repele.
(era mais poético falar isso do que descrever a angústia absurda que me dão os homens comuns)
um gesto diferenciado, uma
percepção antes inexistente,
uma expressão verdadeira e sincera
pronto, tudo muda de lugar e
já passa a ser diferente do que era antes,
todos os dias tem importância fundamental
pra que algo se desencadeie sem retorno,
impressionante como se pode mudar toda
uma configuração de vida em poucas
horas , avaliando que o ponteiro do relógio
desde o mais fininho e longo até o mais curto e
grosso fez um giro de 360 graus em torno dos
pontos marcados no tabuleiro redondo,
um dia,
e finalmente eu percebo que estou presa num
labirinto onde os homens
parecem todos iguais, com a mesma blusa, o mesmo corte de cabelo
os mesmos assuntos padronizados de rapazes de classe média alta
de cidade provinciana que tem cara de metrópole
e impressionante como chega uma hora que eles passam a ter até o mesmo
rosto os mesmos gostos, o mesmo linguajar as mesmas impressões sobre tudo,
e me pego pensando na possibiidade que vivo num filme de ficção científica onde só eu enxergo uma cidade de homens iguais
e todos tentam me convencer que eu estou louca e me dão uma injeção paralisante e me trancam
num hospício cruel onde médicos com cara de personagens aterrorizantes de filme de terror lado B que usam groselha como sangue ,chegam a conclusão que o único estímulo que pode me salvar é a leucotomia, me amarram me anestesiam e realizam o procedimento que vai me fazer enxergar tudo do jeito que os manipuladores da experiência querem e eu vou fingir que estou curada mas vou continuar vendo e a minha voz em off grita no áudio enquanto a minha expressão parece inerte "eu não estou louca, eles continuam todos iguaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais"
e eu aqui presa nesse labirinto que mais parece uma bolha
de vidro de um laboratório gigante de horror no módulo 2
eu me sinto uma cobaia de um experimento maligno o qual não
se sabe mais quem manipula e quem é manipulado, eu não
consigo entender quando foi que eu me meti nisso
e agora me ausento um pouco da culpa de não conseguir criar
vínculos amorosos sérios, porque seria mesmo impossível
dentro de uma sociedade cognitivamente gêmea, onde todos
tem os mesmos interesses sendo os homens :
serem-ricos/bem-sucedidos/inteligentes/ter-uma-mulher-capacho-e gostosa-ao-seu-lado/
um-carro-foda/viajar-pra-europa-nas-férias-para-comentar-com-os-amigos-que-querem-a-mesma-coisa-que-ele-e-ele-sabe
/trair-a-mulher-com-uma-amante-mais-gostosa-que-ela-e-que-alguem-saiba-porque-senão-não-tem-graça
/ser-considerado-um-ás-do-sexo-e-que-todo-mundo-saiba-mais-do-que-a-viagem-a-europa
/comprar-uma-casa-dois-andares-em-bairro-nobre-e-reunir-os-amigos-em-volta-de-uma-churrasqueira-pra-falar-dos-mesmos-assuntos-nojentos-no-fim-de-semana/
/ser-pai-pra-impor-a-sua-preciosidade-genetica-mas-nunca-compreender-os-filhos-de-forma-plena-apenas-impondo-o-que-ele-acha-certo-acerca-da-vida/
/envelhecer-e-ficar-deprimido-gasto-e-com-crise-existencial-tomando-viagra-até-ter-um-infarto-sem-saber-de-onde-saiu-por-se-achar-realmente-uma-pessoa-boa-que-paga-impostos-e-doa-todos-os-anos-no-criança-esperança.
/morrer-tendo-acumulado-fortuna-e-ignorancia-poucos-amigos-verdadeiros-e-nenhum-amor-verdadeiro-exceto-o-que-tem-pelo-seu-cachorro-de-raça-e-seu-próprio-pênis.
e as mulheres:
serem-gostosas-e-sexualmente-liberadas-para-poderem-falar-sobre-tudo-fazendo-biquinho-com-as-amigas-tão-interessantes-que-pensam-do-mesmo-jeito
/ir-a-uma-balada-e-ser-a-mais-desejada-cobiçada-com-fama-de-difícil-para-os-homens-e-conquistar-aquela-espécime-de-macho-alfa-que-todas-as-femeas-alfas-desejam-ao-mesmo-tempo-que-ela
/comprar-no-shopping-uma-roupa-de-marca-de-preço-exorbitante-e-que-todo-mundo-saiba-senão-não-tem-graça
/ter-uma-carreira-mais-ou-menos-de-uma-importância-mais-ou-menos-com-uma-vocação-mais-ou-menos-que-não-a-masculiniize-nem-tire-o-seu-potencial-de-sedução-diante-dos-homens
/ter-um-caso-extraconjugal-para-poderem-colocar-em-questão-o-que-tem-na-mão-e-consideram-perfeito-para-uma-femea-globalizada-e-independente-do-século-21
/ter-um-marido-que-transa-com-elas-uma-vez-por-semana-não-tem-afinidades-interesses-ou-coisas-em-comum-não-se-amam-mais-o-tesão-acabou-faz-tempo-e-as-fagulhas-que-uniam-os-dois-dentro-desse-relacionamento-eram-o-fato-dela-fingir-que-adorava-futebol-os-amigos-idiotas-e-a-familia-dele-forçando-uma-afinidade-de-gostos-falsa-que-com-o-tempo-não-resistiu-e-caiu-por-terra-fazendo-com-que-tudo-que-ja-foi-vivido-virasse-um-inferno
/terem-filhos-para-explorarem-o-seu-lado-adormecido-de-pessoa-tediosa-cheia-de-regras-falhas-e-carinhos-que-não-querem-dizer-nada-pois-a-concepção-dos-mesmos-foi-apenas-porque-não-conseguiam
permanecer-mais-dez-anos-sozinhas-com-aquele-homem-raso-grosso-e-nojento-com-uma-aliança-dourada-no-dedo-esquerdo-entregue-mediante-promessas-falsas-diante-de-um-altar-da-igreja-católica-que-chamam-de-marido
/enverlhecerem-e-se-encherem-de-plásticas-para-continuarem-sendo-o-objeto-de-desejo-que-eram-quando-tinham-18anos-sabendo-que-é-impossível-reestabelecer-a-mesma-relação-e-vão-morrer-sem-entender-que-ficaram-velhas-e-patéticas-com-a-orelha-esticada-a-ponto-de-estar-próxima-ao-umbigo.
eu quero ir embora, deste lugar, sabendo que a minha fantasia não me permite enxergar a realidade de que em outro lugar não vai ser diferente, e que isso não é uma característica própria das cidades litorâneas nos bairros de classe média alta,mas do mundo como um todo, não, eu grito sem abrir a boca, eu não quero
viver aqui, não quero continuar aqui, no mundo , nesse mundo com essas pessoas tão nojentas que quando eu beijo alguem no momento seguinte eu já tenho ansia de vômito e preciso imediatamente que essa pessoa desapareça da minha frente e não volte nunca mais pra que não me confunda e não sugue minhas energias de forma permanente e irreversível e me deixe em paz e nunca mais fale gírias no meu ouvido e nem me dê a mão pra me levar pra casa quando eu estiver completamente bebada pra manter as aparencias diante de todas as outras pessoas que dão valor as mesmas coisas que esse ser repugnante que acha que está me cativando e só me repele.
(era mais poético falar isso do que descrever a angústia absurda que me dão os homens comuns)
segunda-feira, 19 de julho de 2010
conformação pró redenção.
mais uma racionalização visto os últimos acontecimentos, incluindo lágrimas sábado a noite, desfoque no trabalho e a não concentração nas leituras fundamentais para que a mente entre na rota de fuga e descanse do próprio cansaço de si mesma: se isso não é doença, é idéia fixa. (a ponto de achar que "o amor não pode esperar" de paralamas do sucesso e marisa monte é algo brilhante)
e o que me virá agora?
acho que a paranóia de ficar eternamente achando que a ligação de número desconhecido que recebi era aquela que poderia mudar minha vida e graças a área de sombra da ponte eu não consegui ouvir.
preciso desesperadamente que esta fase passe, desejo desesperadamente que alguma coisa aconteça.
e o que me virá agora?
acho que a paranóia de ficar eternamente achando que a ligação de número desconhecido que recebi era aquela que poderia mudar minha vida e graças a área de sombra da ponte eu não consegui ouvir.
preciso desesperadamente que esta fase passe, desejo desesperadamente que alguma coisa aconteça.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
pílulas de farinha
não , não foi como nos filmes,
o jeito silencioso no qual ele chegou e foi embora
poderia ter sido uma coisa perfeitamente james dean
mas não foi
era diferente
era meio virginal e meio diabólico
o som do silêncio
e as palavras trancafiadas dentro da boca...
eu só queria que ele chegasse,
genuinamente estranho
e fizesse tudo ser diferente
e os consolos que parecia me oferecer
eram todos pílulas de farinha
já não adiantam nada
e ficar pensando
nas mãos compridas e os dedos suaves e cor de rosa
e aquele ar de maturidade emocional tão falso
caras e bocas evidenciando uma expressão marcada de
pessoa tímida e falas sobre as minhas falas
meu herói é tão anticontemporâneo
que talvez nem chegue a um metro e noventa.
o jeito silencioso no qual ele chegou e foi embora
poderia ter sido uma coisa perfeitamente james dean
mas não foi
era diferente
era meio virginal e meio diabólico
o som do silêncio
e as palavras trancafiadas dentro da boca...
eu só queria que ele chegasse,
genuinamente estranho
e fizesse tudo ser diferente
e os consolos que parecia me oferecer
eram todos pílulas de farinha
já não adiantam nada
e ficar pensando
nas mãos compridas e os dedos suaves e cor de rosa
e aquele ar de maturidade emocional tão falso
caras e bocas evidenciando uma expressão marcada de
pessoa tímida e falas sobre as minhas falas
meu herói é tão anticontemporâneo
que talvez nem chegue a um metro e noventa.
meu eu matisse
um quadro,
quase estável
essa é a palavra
que define quase todas as minhas sensações.
E eu tava me questionando toda a importância
que tudo isso que se passa agora vai ter na minha vida em 1 ano?
em 2?
e em 10?
é bom respirar sabendo o que eu quero
é bom saber que agora sim eu vou me permitir mergulhar até os pés
é isso
com necessidade de reorganização,
os valores talvez já estejam quase todos pesados
e a resposta que eu dou pra mim é sim.
mesmo com todo o sentimento de gelatina nos olhos,
onde tudo que se enxerga é translúcido
e toda a ferida no meu ego
tudo se constrói, fica sólido, inquebrável,
eu estou completamente apaixonada pelo que eu ainda vou ser
e esse é um sentimento que depende exclusivamente de mim.
acho que é a hora da autorreciprocidade.
mesmo que agora seja apenas um embrião.
ele vem com força e grita
pra que ninguem o segure,
apenas o deixe ir e viver.
e nada mais se contrapõe a esse sentimento de amor
entre eu
e as possibilidades do meu ser,
na mais insustentável leveza.
quase estável
essa é a palavra
que define quase todas as minhas sensações.
E eu tava me questionando toda a importância
que tudo isso que se passa agora vai ter na minha vida em 1 ano?
em 2?
e em 10?
é bom respirar sabendo o que eu quero
é bom saber que agora sim eu vou me permitir mergulhar até os pés
é isso
com necessidade de reorganização,
os valores talvez já estejam quase todos pesados
e a resposta que eu dou pra mim é sim.
mesmo com todo o sentimento de gelatina nos olhos,
onde tudo que se enxerga é translúcido
e toda a ferida no meu ego
tudo se constrói, fica sólido, inquebrável,
eu estou completamente apaixonada pelo que eu ainda vou ser
e esse é um sentimento que depende exclusivamente de mim.
acho que é a hora da autorreciprocidade.
mesmo que agora seja apenas um embrião.
ele vem com força e grita
pra que ninguem o segure,
apenas o deixe ir e viver.
e nada mais se contrapõe a esse sentimento de amor
entre eu
e as possibilidades do meu ser,
na mais insustentável leveza.
a pique.
coisas impressionantes não acontecem o tempo todo,
assuntos mirabolantes não são discutidos 75% do dia
e as vezes bate um cansaço tão grande
é a tal da personalidade que não me deixa em paz,
é convívio
é falta
é excesso
é rotina
é extremamente massante
e todo mundo é tão raso
até eu
sem relações estabelecidas fica tudo um grande saco
um grande circo
e aquela situação de mal estar e falta de liberdade
que eu não consigo me acostumar
é idiota, é imcompleto, é infantil
e quanto mais se força
mais se desgasta
como se eu pegasse meus sentimentos e botasse na mão
e os repetisse na ponta de uma faca
e o pior de tudo
icebergs a caminho.
só que dessa vez
em ambas as direções do leme.
assuntos mirabolantes não são discutidos 75% do dia
e as vezes bate um cansaço tão grande
é a tal da personalidade que não me deixa em paz,
é convívio
é falta
é excesso
é rotina
é extremamente massante
e todo mundo é tão raso
até eu
sem relações estabelecidas fica tudo um grande saco
um grande circo
e aquela situação de mal estar e falta de liberdade
que eu não consigo me acostumar
é idiota, é imcompleto, é infantil
e quanto mais se força
mais se desgasta
como se eu pegasse meus sentimentos e botasse na mão
e os repetisse na ponta de uma faca
e o pior de tudo
icebergs a caminho.
só que dessa vez
em ambas as direções do leme.
ruido
o que adianta falar uma coisa querendo se dizer outra
as coisas não saem do jeito que eram pra ser,
e sempre fica o ruído na comunicação
eu digo uma coisa querendo dizer
e você entende uma outra coisa com o meu querendo dizer,
e não com o que eu realmente disse
e me responde outra que você está querendo dizer
sobre o que eu falei querendo dizer e vamos supor
que a resposta também seja uma frase recheada de quero dizer,
o diálogo será igual em exatidão a um jogo lunático de dardos, onde
o objetivo é jogar com toda força na direção contrária
e ainda sim esperar com confiança acertar o alvo em cheio
pra evitar a confusão :falemos
sem pensar,
sem orgulho,
que nada mais é que uma proteção vaidosa , que traz na verdade
o falso conforto de se perder no que você acha que vai te salvar.
sem titubear:fala! mas fala na cara, tem peito pra admitir também
seus sentimentos mais baixos e menos nobres, mesmo que seja só pra
você.
pode ser que assim a situação
e a porra da vida vá tomando um gosto que te agrada.
chega de demagogia
de orgulho besta
de se levar tão a sério
se levar um tombo?
dê risada da própria bunda
e se doer
chora que nem criança mas assume
não diz nada além,
apenas que levou um tombo.
solta tuas nobrezas, tuas podridões
e todos os seus medos recheados de orgulho e proteção
encomendada pessoalmente pelo inconsciente.
se enxergue,
é isso que a gente veio aqui tentar
de que adianta alguem passar por vc te causando um efeito imensurável
se essa pessoa não puder saber o que se passa?
o momento acaba
e a sensação não resiste.
e o dia morre naquela tempestade
de chuva de não se molhe.
as coisas não saem do jeito que eram pra ser,
e sempre fica o ruído na comunicação
eu digo uma coisa querendo dizer
e você entende uma outra coisa com o meu querendo dizer,
e não com o que eu realmente disse
e me responde outra que você está querendo dizer
sobre o que eu falei querendo dizer e vamos supor
que a resposta também seja uma frase recheada de quero dizer,
o diálogo será igual em exatidão a um jogo lunático de dardos, onde
o objetivo é jogar com toda força na direção contrária
e ainda sim esperar com confiança acertar o alvo em cheio
pra evitar a confusão :falemos
sem pensar,
sem orgulho,
que nada mais é que uma proteção vaidosa , que traz na verdade
o falso conforto de se perder no que você acha que vai te salvar.
sem titubear:fala! mas fala na cara, tem peito pra admitir também
seus sentimentos mais baixos e menos nobres, mesmo que seja só pra
você.
pode ser que assim a situação
e a porra da vida vá tomando um gosto que te agrada.
chega de demagogia
de orgulho besta
de se levar tão a sério
se levar um tombo?
dê risada da própria bunda
e se doer
chora que nem criança mas assume
não diz nada além,
apenas que levou um tombo.
solta tuas nobrezas, tuas podridões
e todos os seus medos recheados de orgulho e proteção
encomendada pessoalmente pelo inconsciente.
se enxergue,
é isso que a gente veio aqui tentar
de que adianta alguem passar por vc te causando um efeito imensurável
se essa pessoa não puder saber o que se passa?
o momento acaba
e a sensação não resiste.
e o dia morre naquela tempestade
de chuva de não se molhe.
o dilasceramento do próprio peito alheio.
não se preocupe
fui eu que feri
com meus próprios dedos
fui eu que abri
com a minha força
só pra não despedaçar teu ego
só pra não te abandonar sozinho no canto escuro do caderno
de anotações da semana passada que
rapidamente vai ser promovido para o quadro de antiguidades
e no fim
como todos os outros,
é mais um livro na estante dos casos mal
resovidos que não valem a pena ser repassados
mais um volume, na prateleira
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
fui eu que feri
com meus próprios dedos
fui eu que abri
com a minha força
só pra não despedaçar teu ego
só pra não te abandonar sozinho no canto escuro do caderno
de anotações da semana passada que
rapidamente vai ser promovido para o quadro de antiguidades
e no fim
como todos os outros,
é mais um livro na estante dos casos mal
resovidos que não valem a pena ser repassados
mais um volume, na prateleira
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
eu não te amo
domingo, 11 de julho de 2010
fushhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
tudo se encontra falsamente cheio, de um vazio interminável, ok that's fine for a while,
no mais, domingo(eu adorava domingo) de jantar com leandro e uma conversa de 10 minutos interrompida por 35 ligações seguidas que acabou resultando em 4 horas. i'm so bored, see ya.
no mais, domingo(eu adorava domingo) de jantar com leandro e uma conversa de 10 minutos interrompida por 35 ligações seguidas que acabou resultando em 4 horas. i'm so bored, see ya.
sábado, 3 de julho de 2010
resumo da ópera.
eu gosto de texturas macias, almofadas fofas e deitar no ventilador depois de um banho morno após um dia de praia, no finalzinho da tarde, antes que o sol se ponha. eu gosto de escrever o tempo todo,de doces pela manhã e a noite, se eu pudesse eu me alimentaria basicamente de doces e sucos daqueles bem líquidos, não os grossos e concentrados. Eu gosto de ter nascido com a vocação que nasci , escolhido a profissão que escolhi e de entender que eu não seria quem eu sou agora se tivesse feito tudo diferente. De rir a toa com a minha família e do fato da minha casa sempre ter uma visita, ser um clube. eu gosto mais ainda de ouvir rock alto, as vezes pop, as vezes música romântica, dependendo do meu estado emocional e preciso todos os dias ficar sozinha pelo menos por uma hora . eu gosto de acordar calmamente, por isso coloco o despertador pra tocar bem antes da hora que eu tenho que acordar de fato, pra perceber que ainda resta tempo e ficar feliz. eu gosto de conversas que não são monólogos, onde se pode de fato ouvir e de fato falar. eu gosto de compartilhar minha idéias e opiniões com quem acredita e confia nelas e fico feliz quando descubro que bastante gente compra. eu gosto de salsicha, de arroz que acaba de ser feito, de passar a mão nos cabelos da minha avó e abraçar ela bem baixinha com a cabeça no meu peito. eu gosto de cheiro de pata de cachorro, de grama, do parque laje, da zona sul como um todo, de entender insights inovadores, de ler quando tem silêncio absoluto, de abraços apertados e de pegar na parte inferior da orelha de quem eu escolho pro meu hall de pessoas amadas. Eu gosto de frio, de andar na avenida paulista de tarde e sentir o cheiro de concreto e gente, de conhecer pessoas de outras culturas, do mar, da piscina, da cachoeira, do lago, da lagoa, do balde, da banheira e de todos os lugares que minha cabeça possa ficar submersa e impressionante, como ela silencia apenas nesses momentos.
eu gosto de falar sobre o meu irmão, de entender sobre vinhos e futebol , da expectativa de uma festa, de ir ao maracanã e da sensação da endorfina no meu corpo após um esforço físico.
Da cor azul, do cheiro das coisas que tem embalagem rosa ou lilás, de sentir a pele da mão de um bebêzinho, ou de um homem crescido, contanto que seja fininha. De andar de carro de tarde com a janela aberta sem falar, em silêncio, por tempo e destino indeterminados e voltar na hora que cansa. De regador, de canja de galinha, de chá preto ,de xadrez, de fazer massagem, de ver minha afilhada dormindo e entender que em pouco tempo ela não vai mais caber no meu colo, de rir, eu adoro rir, alto, mal educadamente, sem limite, aquele riso sem controle que chega a trazer lágrimas nos olhos quando é verdadeiro e depois ficar lembrando do que eu achei engraçado e rir sozinha de novo. De carinho na cabeça e beijo na testa, de perceber que não importa o quanto eu me esforce, nunca vou deixar de ser uma garota, de alma.
eu não sei a divisão exata entre racional e emocional, quando eu gosto de alguem, eu finjo que não gosto só pra não me expor e aí acabo me expondo mais. eu não sei paquerar, não sou boa na coisa da conquista e posso passar a vida inteira esperando por um homem se achar que ele é o certo e que ele advinhe,pois eu nunca vou contar. eu não sei demonstrar interesse e até bem pouco tempo atrás eu nunca tinha externado diretamente a ninguem que tinha intenções reais e quando fiz isso foi desastroso, mas bem menos pior do que eu imaginava, mas desastroso. eu não consigo entender o conceito correto da palavra fé, eu não gosto de energias e climas pesados,de perder tempo falando com pessoas teimosas, de frases repetidas mais de duas vezes e de ver velhinhos e crianças trabalhando e me pergunto todos os dias qual é a justiça de estar nesse mundo se eu estou aqui, e eles estão lá. eu aparento ser o que não sou, por pura defesa, e sofro com as consequências diariamente de não admitir o quanto eu sou santa, careta, puritana e caxias pra alguem da minha idade. Eu não sou culta como gostaria, não entendo nada de política e considero uma verdadeira tortura ter que trabalhar com o que eu não gosto só pra ganhar dinheiro. eu tenho medo de cancer, de assassinato, de que alguem que eu amo muito morra, de armas, aranhas, escorpiões, qualquer ataque surpresa, de escuro e as vezes de pessoas que já morreram incluindo Ulysses Guimarães. eu racionalizo muita coisa que eu gostaria de deixar fluir, tenho a percepção alterada pela baixa estima e não sei aonde vou parar. preciso conhecer pessoas diferentes o tempo todo e não viver rodeada de monotonia pela circunstância. eu tenho dificuldade de consolidar vínculos, de concentração, de fazer leituras obrigatórias, ou falar no telefone por mais de um minuto com alguem que eu não quero. eu uso a aliança de casamento dos meus pais na minha mão direita e acredito piamente que isso me protege de todos os males que escapo. eu odeio admitir que sonho com um príncipe encantado idealizado que tenha inteligência incomum,cabelos loiros, não fale muito,use camisa azul com listras brancas e óculos pra dirigir.eu preciso desesperadamente entender a que vim no mundo, fazer alguma coisa útil no tempo que estou passando por aqui e tomar consciência de que pensar e atrair não é controlar.
eu sei exatamente porque estou escrevendo isso agora e acho que o fato de só entender esse motivo já me faz auto conhecer, mais um pouco.
eu gosto de falar sobre o meu irmão, de entender sobre vinhos e futebol , da expectativa de uma festa, de ir ao maracanã e da sensação da endorfina no meu corpo após um esforço físico.
Da cor azul, do cheiro das coisas que tem embalagem rosa ou lilás, de sentir a pele da mão de um bebêzinho, ou de um homem crescido, contanto que seja fininha. De andar de carro de tarde com a janela aberta sem falar, em silêncio, por tempo e destino indeterminados e voltar na hora que cansa. De regador, de canja de galinha, de chá preto ,de xadrez, de fazer massagem, de ver minha afilhada dormindo e entender que em pouco tempo ela não vai mais caber no meu colo, de rir, eu adoro rir, alto, mal educadamente, sem limite, aquele riso sem controle que chega a trazer lágrimas nos olhos quando é verdadeiro e depois ficar lembrando do que eu achei engraçado e rir sozinha de novo. De carinho na cabeça e beijo na testa, de perceber que não importa o quanto eu me esforce, nunca vou deixar de ser uma garota, de alma.
eu não sei a divisão exata entre racional e emocional, quando eu gosto de alguem, eu finjo que não gosto só pra não me expor e aí acabo me expondo mais. eu não sei paquerar, não sou boa na coisa da conquista e posso passar a vida inteira esperando por um homem se achar que ele é o certo e que ele advinhe,pois eu nunca vou contar. eu não sei demonstrar interesse e até bem pouco tempo atrás eu nunca tinha externado diretamente a ninguem que tinha intenções reais e quando fiz isso foi desastroso, mas bem menos pior do que eu imaginava, mas desastroso. eu não consigo entender o conceito correto da palavra fé, eu não gosto de energias e climas pesados,de perder tempo falando com pessoas teimosas, de frases repetidas mais de duas vezes e de ver velhinhos e crianças trabalhando e me pergunto todos os dias qual é a justiça de estar nesse mundo se eu estou aqui, e eles estão lá. eu aparento ser o que não sou, por pura defesa, e sofro com as consequências diariamente de não admitir o quanto eu sou santa, careta, puritana e caxias pra alguem da minha idade. Eu não sou culta como gostaria, não entendo nada de política e considero uma verdadeira tortura ter que trabalhar com o que eu não gosto só pra ganhar dinheiro. eu tenho medo de cancer, de assassinato, de que alguem que eu amo muito morra, de armas, aranhas, escorpiões, qualquer ataque surpresa, de escuro e as vezes de pessoas que já morreram incluindo Ulysses Guimarães. eu racionalizo muita coisa que eu gostaria de deixar fluir, tenho a percepção alterada pela baixa estima e não sei aonde vou parar. preciso conhecer pessoas diferentes o tempo todo e não viver rodeada de monotonia pela circunstância. eu tenho dificuldade de consolidar vínculos, de concentração, de fazer leituras obrigatórias, ou falar no telefone por mais de um minuto com alguem que eu não quero. eu uso a aliança de casamento dos meus pais na minha mão direita e acredito piamente que isso me protege de todos os males que escapo. eu odeio admitir que sonho com um príncipe encantado idealizado que tenha inteligência incomum,cabelos loiros, não fale muito,use camisa azul com listras brancas e óculos pra dirigir.eu preciso desesperadamente entender a que vim no mundo, fazer alguma coisa útil no tempo que estou passando por aqui e tomar consciência de que pensar e atrair não é controlar.
eu sei exatamente porque estou escrevendo isso agora e acho que o fato de só entender esse motivo já me faz auto conhecer, mais um pouco.
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