sexta-feira, 23 de abril de 2010

fica quieta!

voltar ao mesmo assunto me interfere,
porque meu raciocínio fica tentando andar,
ir pra frente, não se prender, mas acontece
que a minha cabeça cisuda e teimosa não
me deixa seguir adiante enquanto eu não esgotar tudo que tenho
que por pra fora, a melhor forma é assim,
de madrugada, quando todos foram dormir
e eu continuo insone, em silêncio, rolando
na cama de um lado pro outro com o estômago ardendo
de nervoso, as mãos já quase machucadas de fricções repetitivas
entre si, e o maxilar doendo dos movimentos repetitivos de seguidos
chicletes. não desacelero quando penso, sendo que o problema é que
eu penso o tempo todo,
venho de novo pra frente dessa tela, olhar pras minhas
inspirações e ver se passa o tempo,
encontro escritoras que julgava verdadeiros
gênios não descobertos e leio,
perco meu tempo, achando que ia acalmar meu desgosto,
mas ele não cessa, triplica.
tem mesmo que ser sempre tudo sobre o amor?
tem mesmo que ser poético e subjetivo,apenas pra
mandar recados em forma de indiretas pro objeto de desejo querido?
tem que ser essa coisa rasa, camuflada de funda, mas que na verdade
tem como único objetivo mostrar ao mundo que relações carnais são complicadas,
foi só pra isso?
é só por isso?
e a beleza de existir fica aonde, no outro? pro outro?
sempre um homem? um falo? uma necessidade desesperada de mostrar ao mundo que tem(ou queria ter) companhia idealizada que vive na borda das expectativas irreais de uma fêmea globalizada?

sinceramente, eu não sei mais o que faço,
no momento prometo somente não tocar mais nesse assunto,
mas podem ficar sabendo, que ele continua me remoendo
e assim será, até que meus olhos se fechem para sempre,
ou até que eu encontre algo que realmente valha a pena.

espera, acabei de achar um site chamado "escritoras suicidas",
pode ser que...

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