quarta-feira, 30 de junho de 2010

os beatles sempre sabem o que dizer.

close your eyes and I'll kiss you
tomorrow I'll miss you,

remember I always be true.(...)
i'll pretend that I'm kissing the lips I am missing.
and hopes that my dreams will come true.


impressionante.

mais um dia.

ai, é impressão minha ou eu voltei a ser (ébria)sóbria?
thanks.

terça-feira, 29 de junho de 2010

chega.

ai deu...
ele é mais adulto que eu, deveria tomar uma atitude,
pra aceitação, pra recusa, pra nada, mas deveria
cansei, de esperar, cansei mesmo
afinal
a semana tem 7 dias e eu
tenho muita vida pra viver
tchau!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

a falsa queda das expectativas.

treinei a semana toda pra tentar parar de idealizar coisas, mas não rolou, descobri um mecanismo antes secreto meu : eu finjo não ter mais expectativas, ou as transformo em expectativas ruins esperando surpresas, ou seja, eu elimino ou imagino o pior, com a intenção de que o melhor aconteça. Na realidade isso é muito confuso, porque o fato de esperar me surpreender já é uma nova expectativa.

Eu não consigo parar de desejar, não consigo mesmo, não tem problema, mesmo que nada aconteça, eu não paro e nem vou mais me proibir, porque se esse processo não se der, mesmo que eu quebre a cara, eu nunca vou sair desse ciclo de idealização + negação+recalque+nova idealização pra suprimir a primeira. Eu nem sei que resultado isso dá, mas aposto que é um nada feliz, nada saudável. Então, nesse momento eu estou readimitindo que estou querendo, com uma vontade louca, com uma força incontrolável de um desejo genuíno e a partir de agora, permitido.

sábado, 19 de junho de 2010

(ou não.)

qual a sensação de se jogar de braços abertos de uma distância longa  de onde você está pro chão?
é nova, primeiro porque eu nunca tinha tentado antes, segundo porque estatelar a cara no chão com uma força violenta pode ser ruim, mas se sobrevive e não é assim tão traumático, acontece, nas melhores famílias com as mais nobres intenções e exatamente do jeito que eu pensava, dessa vez eu não vou recalcar. Mesmo que eu repita 20 vezes por dia que essa sensação não vale a pena, meu lado que precisa viver está começando a entender que ele precisa falar mais alto pra que eu exista. A solução não é se enrolar no plástico bolha, quanto mais a gente se resguarda, mais dói e menos resolve. Sofrimento também é vida, também faz parte e não é esse bicho de sete cabeças. Ok, eu desisto,mas eu existo.

(na pior das hipóteses, isso vai passar.)

domingo, 13 de junho de 2010

(no domingo) conclusões sobre perdas e ou danos.

-Se alguma coisa permanece na cabeça é melhor insistir.
Quando eu finalmente consegui racionalizar esse sentimento que não parava de me perturbar, não me deixava comer,nem dormir, pelo estômago arder de nervoso constantemente e permanecer ao longo do dia, e também pela sensação de que parada poderia estar deixando algo incrível passar,tive uma espécie de paz com atitude e fui finalmente tentar agir pra que a coisa andasse.
Sem sucesso, pois nesse caso não depende só de mim, eu preciso da colaboração de uma parte externa que no quesito ação, deixa bastante a desejar, agora aguardo enquanto assisto o austrália x alemanha, que é um show de técnica, mas não é dos futebóis mais interessantes pra se assistir e vislumbro possibilidades de negação e ou rejeição ,ou de como seria penoso se eu permanecesse nesse ponto de aguardar por uma, duas semanas, ou talvez pra sempre. Não adianta, mas pelo menos vim aqui praticar a minha forma de alívio preferida que é verbalizar nas entrelinhas o que eu quero de verdade dizer (que nesse caso é : estou com medo). Quão fundas são as consequências de uma primeira impressão errada, com as piores palavras escolhidas no momento errado?
Eu ficaria contente em saber, isso seria até mais gratificante do que ter uma nova chance.

Pra mim que vou continuar aqui sem saber o resultado da minha insistência infundada, paciência, muita paciência.

Pra você que vem aqui passar os olhos, um pedido ou dois, sendo o primeiro : não me julgue, sim , esse texto é sobre um homem. E não, ele não sai da minha cabeça já tem uns bons 20 ou 30 dias.

isso por acaso é característico de domingo?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

parte 1, da totalidade dela. (quero ir embora)

Ir embora significa reinventar-me, estabelecer como verdade a pessoa que eu sempre quis ser e nunca fui, pelas amarras impostas e aceitas por mim e por todos aqueles que fazem parte da construção da minha personalidade, de acordo com o que ela  se consolidou até que eu chegasse a ser quem sou agora.
Permitir saber o que se esconde dentro de mim de verdade, experimentar o meu ser novo sem amarras morais do próximo, do lar.O verdadeiro corte com as concepções antigas e o autoreconhecimento pessoal que eu espero ter desde que nasci.
             Eu sempre soube que um grande acontecimento se daria na minha vida e que este faria ela se dividir em antes e depois.Espero por ele há tempos sem saber direito o que é , mas sempre idealizei que não seria aqui, neste lugar que estou.Uma grande oportunidade, um amor que me fizesse acreditar que é possível passar pela existência sem sentir tanto tédio, um tempo que eu possa olhar pra trás e definir, tudo aquilo que vivi como 'antes'. Nunca achei que fosse um casamento ou coisa parecida, porque tenho sérios complexos e preconceitos firmados em relação a isso, ou a negação disso é só mais uma das...
            Uma canção, passar por algum lugar ou morar em outra cidade, descobrir a questão da vida, da minha vida, que eu acho tão complexa, mas no fundo sei que não é grande coisa. Um estudo, algo que estimulasse meu cérebro completamente desuniforme e inadequado e fizesse finalmente ele sossegar.             
            Entender meus traumas com a sexualidade, desde a infância, proteger com vigor alguma coisa que eu ame, conquistar fama, receber um prêmio milionário, me livrar das minhas defesas doentias, me aceitar como ser humano, escrever alguma coisa que valha ou pelo menos contribua para a melhora de alguma coisa ou de alguem, entender um mecanismo essencial, viver noites de cinema, conquistar a imagem necessária para viver de acordo com os padrões psicóticos que gritam na minha cara o tempo todo que eu não sou adequada, nem um pouco.Nem bonita o suficiente, nem alegre o suficiente, nem bem sucedida, nem amada por ninguem importante, bem nascida de família nobre, ou que pelo menos o fato de ter o QI alto me servisse pra alguma coisa, nem nada.


O que acontece no futuro é abstrato, mas é nisso que eu me foco quase que 100% do tempo: imaginar um futuro impossível, de acordo com uma possibilidade quase irreal que me sorri de alguma forma e eu já me apego a ela inventando uma resolução impossível de ser realizada , mas que me dá combustível pra continuar vivendo, imaginando como ela seria, mas que nunca saem de planos de travesseiro com alicerces firmados em desconhecidos ou semiconhecidos. É difícil pra mim viver a realidade do meu mundo bruto,o de valor cheio. Neste momento que escrevo, por exemplo, fantasio que um homem que nem me conhece sofre de amores por mim e realizou repentinamente que eu sou a razão de sua existência, e me leva embora de casa, me tratando como se eu fosse uma boneca e me tranca numa caixa de madeira luxuosa e dois bebês gritando ininterruptamente, produzindo um eco brutal nos meus ouvidos e me impedindo de ser, de me ser, até em pensamento.

Volto a pensar, acho que só queria entender porque ser conduzida por uma imaginação incontrolável é tão agudo, e penetrante, me impedindo, estou impedida. Eu me sinto interditada , de viver, tenho 25 anos e ainda não me superei totalmente a fase oral, não conheci o sexo, como deveria, não me tornei, não sou, não sou nada, quase nada que possa ser reconhecido como um adulto, não sou. Continuo um bebê gigante, uma tampinha de 1,59, que agita os braços o tempo todo e não consegue se concentrar. Eu quero ir embora. Acabo de escrever isso e as lágrimas vem aos meus olhos, porque sei que uma mudança apenas física não resolveria, nem uma espacial tampouco.
                                     Preciso desesperadamente de um banho de chuva.

da totalidade, em duas partes.

teste.