segunda-feira, 12 de julho de 2010

o dilasceramento do próprio peito alheio.

não se preocupe


fui eu que feri

com meus próprios dedos

fui eu que abri

com a minha força

só pra não despedaçar teu ego

só pra não te abandonar sozinho no canto escuro do caderno

de anotações da semana passada que

rapidamente vai ser promovido para o quadro de antiguidades

e no fim

como todos os outros,

é mais um livro na estante dos casos mal

resovidos que não valem a pena ser repassados

mais um volume, na prateleira

eu não te amo

eu não te amo

eu não te amo

eu não te amo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

deixe sua mensagem após o sinal...