terça-feira, 11 de agosto de 2009

aham.

La:tu me amas leonce?
Le:e por que não?
La:sempre?
Le:é uma palavra comprida: sempre! e se eu te amasse cinco mil anos e sete meses, bastaria?
na verdade, é menos que sempre. ainda assim é um tempo considerável, dando-nos tempo para nos amarmos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

sem sucesso

abro um arquivo que contem sua foto,
piegas de camisa da campanha anti-cancer
vislumbro todas as possibilidades
de manipular as coisas simples
e chegar até você de forma ou outra
que não fosse me vitimalizando,
ou te exaltando a maior maravilha das galáxias
não dá certo,
voce passa e me vira cara
com ares de realeza intelectual de
padaria do interior de são paulo.

erros 1 e 2.

escrevi e apaguei
quando percebi que só tava
escrevendo pra ser lida.

a curta fábula da insegurança com as próprias crenças.

exemplo do bobo:

era uma vez aquele
que só pra constatar fingia
o que não era
e quando foi embora,
foi trocado por outros.

monólogo interior a 2 centímetros dos lábios.

me dá um beijo?
não sem antes nos olharmos nos olhos
e nos entregarmos sem culpa sobre quem nós somos
aí sim podemos pensar nessas coisas que
fadam qualquer relacionamento que poderia dar certo
ao fracassso.

non sense de verão-estação.

o mundo não está de ponta-cabeça,
era eu que estava olhando ele do outro lado.
enquanto isso ,
tudo que vem de você,
se dissolve
aí lembro que o erro é esse,
esperar que alguma coisa concreta , me venha
do mar pelo lado do norte,
mas isso nunca
afinal, estamos desnivelados
numa dança onde só você fez balé
e eu cabulei as aulas de cálculo
exatamente no dia em que me ensinariam
como te manter nas minhas mãos
resultado:
deu tudo errado!
agora aguardo em gotas o que antes
me vinha em frascos,
sou fraco
um pouco inexato,
doutora de um ofício que só eu sei que existe.

eu não aprendo,
só deixo passar
só não consigo entender porque se faz o mito
de que as águas de março fecham o verão :você fica esperando que faça menos calor e isso nunca acontece.

parte do ...

eu não escolhi isso.
sentei à cabeceira tentando
te escrever uma carta
que te fizesse voltar a vida,
no primeiro parágrafo disse :
-Voltar a vida não precisa ser necessariamente voltar a ser meu!
(sem sucesso)
te pedi apenas que
de vez em quando fizesse
bolinha de sabão,
ou que risse e acordasse cantando
que não vendesse suas convicções na esquina
e nem passasse por cima do que acredita,
mesmo que estivesse sem saída
antes que apagasse,
rasguei a folha e comecei de novo,
dessa vez escrevi de uma forma sutil
que vc não se matasse aos poucos
e vi que era mais sério,
mesmo que fosse mais sutil,
então agora o meu pedido é simples,
não seja outro,
mesmo que isso signifique :
-Não esteja perto.