domingo, 30 de janeiro de 2011

poesia não poética de dedicatória indeterminada(não para mim)

saber louvar a beleza,
é sobre isso que eu falo
quando falo de você
e é esquisito
porque eu quase não falo
eu te amo veladamente
e também é esquisito
porque quase não te amo
é assim, que funciona
um sonho quase talhado a mão
em características perfeitas
que se encaixam perfeitamente
no que eu imagino.
esquisito,
escrever pra vc, sobre vc,
sem você saber, nem imaginar
que algum dia de fato seus olhos
vão passar por aqui,
olhos azuis
como meu boneco de cabelo também cacheado
e também de olhos azuis que eu guardo até hoje
que tem seu nome escolhido ao acaso, há 19 anos atrás
sonhei que te dava ele de presente num natal
onde vc era meu,
outro sonho, daqueles de acordar sorrindo
ou de já estar acordada sonhando
e dormir sorrindo
não canso de olhar seus olhos aonde eles não me olham, lá
nas nove faces, suas faces
que eu repito a sequência,
sem pestanejar:
"ele no concreto,
ele já tem rugas
ele reformado
no escuro
no translúcido
com papel de parede
no céu de cabeça pra baixo,
permitindo que eu veja a menina pequena
e acabei de acordar."

esquisita essa admiração a distância que quase não é
um amor e quase não deixa de ser, é quase um consentimento
da minha alma que entende que estou de frente, não na frente,
com algo realmente espetacular,

olha o problema, ele lá, com sorriso calabrês barba não rala e nem
sinais de que um dia vai ficar careca, mas tem sotaque,
me fez o favor de ser aquariano só pra me perturbar,
olha o problema, ou não, eu só olho
eu só te olho, pra te acompanhar,
porque mesmo que isso não seja nada
pelo menos já me trouxe um poema,
que por sinal
não cabe recitar.


te beijo no vento,
espero que ele tenha levado o recado.

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